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TINHA 104 ANOS

Maria Benedita não gostava de política, mas não se negava a pedir votos para filhos e netos

Um dos nomes mais importantes da política mato-grossense, Maria Benedita de Oliveira morreu nessa segunda (12).

Conteúdo Hipernotícias
Da Redação

Nascida em Poconé, em 1º de maio de 1921, Maria Benedita de Oliveira se tornou uma das figuras mais relevantes da cuiabania. Prova disso é que o seu falecimento, aos 104 anos, nessa segunda-feira (12), mobilizou toda a classe política mato-grossense.

Apesar disso, Dona Maria Benedita dizia que não gostava de política, apenas fazia o possível para ajudar os filhos e os netos que tinham vocação para essa carreira.

“Para ser sincera eu não gosto de política. Há muita ingratidão e isso me deixa muito aborrecida. Mas não deixo na beira da estrada nenhum dos meus. Os meus filhos e netos são a razão de minha vida”, contou em entrevista ao jornal Diário de Cuiabá na época do seu aniversário de 92 anos.

“Não sei se tenho muitos votos, mas sei que tenho muitos amigos, pois eu nunca consegui ser inimiga de ninguém. Para os meus amigos eu telefono e peço o apoio”, acrescentou na sequência.

Última moradora do entorno da Avenida Rachid Jaudy, no centro de Cuiabá, espaço que foi tomado por estabelecimentos comerciais, por muito tempo fez questão que os sete filhos - Bernardo, Yolanda, Armando, Lucia, Dante, Inês e Eneida - fossem à sua casa diariamente para que pudessem tomar café da manhã juntos.

“Tornou-se tradição na nossa família esse chá com bolo matinal. Todos passavam aqui em casa antes de ir para o trabalho. Era o momento que tínhamos para colocar os assuntos em dia”, contou.

Católica fervorosa, ela contava que rezava o terço todos os dias e não dormia sem comungar.

Ela também admitia que a perda dos filhos a machucaram demais. No caso de Dante de Oliveira, ela conta que ele entrou no hospital “brincando” e saiu morto.

“Essas mortes inesperadas, rápidas, são impactantes para os que ficam. Se não fosse a solidez da minha fé inabalável eu não saberia suportar tanta dor”, relatou.

Apesar de negar ter mágoas, ela chegou a revelar uma insatisfação com o reconhecimento do legado do filho, Dante, que foi prefeito de Cuiabá e governador de Mato Grosso.

"Acho que muitos ainda não avaliaram a grande obra deixada pelo meu filho Dante. Posso garantir que ele deixou Mato Grosso em situação privilegiada. A história, testemunha imparcial dos fatos, fará justiça a ele que deixou a casa arrumada", contou.

O velório de Maria Benedita de Oliveira, a Dona Maria, teve início às 7h desta terça-feira (13) na Capela Jardins, sala das Orquídeas. O sepultamento está previsto para às 16h30, no Cemitério da Piedade, em Cuiabá.

 

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