O senador José Lacerda (PSD), reafirmou o apoio à instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. O anúncio chama a atenção por um detalhe técnico: embora o parlamentar garanta ter assinado o documento, seu nome não figura na lista de 42 assinaturas divulgada pelo partido Novo, autor da proposta.
Larcerda, que ocupa a cadeira do ministro da Agricultra Carlos Fávaro no Senado, usou as redes sociais, e foi enfático ao justificar o apoio à investigação, que já conta com o aval dos outros dois representantes de Mato Grosso no Senado, Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União).
Para José Lacerda, a fiscalização do sistema financeiro é um dever constitucional que se sobrepõe a interesses de mercado. “Assinei o requerimento para a instalação da CPI. A integridade do sistema financeiro é inegociável. Defendo a liberdade de mercado, mas isso não pode servir de escudo para abusos. Quando há dúvida sobre quem opera com a confiança pública, o silêncio não é uma opção”, declarou o senador.
A ausência do nome de Lacerda na lista oficial divulgada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) levantou questionamentos nos bastidores.
Enquanto Fagundes e Campos aparecem formalmente na relação que sustenta a iniciativa, a assessoria de Lacerda mantém a posição de que o apoio foi formalizado, o que pode indicar um atraso no processamento do sistema eletrônico do Senado ou na atualização da planilha organizada pela oposição ao Governo Lula.
A CPI tem como pano de fundo a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A investigação apura indícios de prejuízos bilionários e possíveis conexões político-institucionais que teriam beneficiado a instituição financeira em detrimento do sistema bancário nacional.
Além da mobilização no Senado, a pressão aumenta na Câmara dos Deputados, onde o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) já articula uma CPMI (Comissão Mista) com o apoio de mais de 250 parlamentares.



















