A esquerda e a extrema-direita vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais em Portugal. Com 31% dos votos, o candidato apoiado pelo Partido Socialista, António José Seguro, liderou o pleito deste domingo, enquanto André Ventura, da sigla anti-imigração Chega, teve 23%.
Ao Jornal da CBN, a professora Filipa Raimundo, do Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), afirmou que, em 50 anos de democracia, apenas uma eleição presidencial em Portugal teve segundo turno: a primeira de Mário Soares.
Segundo a professora, partidos de esquerda enfraquecidos aproveitaram a eleição para se tornar visíveis, enquanto legendas de direita lançaram candidaturas para disputar a liderança do campo conservador.
'Habitualmente a decisão dos portugueses é tomada no primeiro turno, junta-se uma maioria em torno de um candidato. Habitualmente, também, não temos de fato tantos candidatos como tivemos este ano'.
Filipa Raimundo também destacou que o candidato que vencer o segundo turno governará junto do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, do partido de centro-direita Social Democrata.
'Neste momento, o que se disputa é um possível presidente de centro-esquerda que terá que exercer a sua presidência com um governo de centro-direita, e, portanto, não alinhados em algumas coisas. Ou um presidente da direita radical que está a disputar ativamente a liderança das direitas em Portugal, que passaram nos últimos anos a estar mais fragmentadas'.

















