O prefeito Cláudio Ferreira (PL) de Rondonópolis (a cerca de 210 km de Cuiabá), se posicionou na polêmica que dominou as redes sociais neste Carnaval. Em uma resposta direta ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro, o gestor publicou uma ilustração de Inteligência Artificial (IA) e convocou seus seguidores para a trend "Família em Conserva".
Na ala 'Neoconservadores em Conserva', da Acadêmicos de Niterói, foliões desfilaram fantasiados de latas com o rótulo 'Família em Conserva' .
O conflito começou na Sapucaí, com o enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil". O desfile homenageou a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas gerou revolta entre religiosos e políticos de direita ao apresentar uma ala intitulada “Neoconservadores em conserva”, que retratava opositores do petista como latas de alimento.
O CONTRA-ATAQUE CONSERVADOR
Em suas redes sociais, Cláudio Ferreira ressignificou a crítica, utilizando um tom de defesa da moral cristã e da estrutura familiar tradicional.
"Seguimos 'conservando' a família para que a humanidade não apodreça! A família é anterior ao Estado e nasceu do coração de Deus", publicou o prefeito, questionando seus seguidores: "Quem aqui é uma família em conserva?".
A reação não ficou restrita a Mato Grosso, e a trend da 'família enlatada' é apenas mais um capítulo das narrativas inciadas logo após o desfile. Em princípio, líderes do bolsonarismo nacional afirmaram que iriam acionar judiciamente o Tribunal Superior Eleitoral, por suposta campanha extemporânea.
Depois, o perfil nacional do PL e líderes da oposição, como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), lançaram mão de ferramentas de IA para gerar imagens de suas próprias famílias "enlatadas", transformando o que seria uma sátira da escola de samba em um símbolo de resistência política.
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