Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026
icon-weather
DÓLAR R$ 4,08 |

17 de Fevereiro de2026


Área Restrita

DESTAQUES Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026, 09:49 - A | A

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026, 09h:49 - A | A

Na Saúde

MP aciona Prefeitura de Paranatinga por contratações de terceirizados

De acordo com a ação, já existe concurso válido, com candidatos aprovados e aptos a assumir os cargos

Administração

 
MPMT

Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) entrou com uma Ação Civil Pública contra o Município de Paranatinga e o prefeito Antônio Marcos Tomazini por supostas irregularidades na contratação de profissionais da saúde.

Segundo o MP, a prefeitura estaria usando um Termo de Parceria firmado com a Organização da Sociedade Civil Instituto Tupã para contratar trabalhadores de forma terceirizada, mesmo após a realização de concurso público. De acordo com a ação, já existe concurso válido, com candidatos aprovados e aptos a assumir os cargos.

✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp

✅ Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 

O processo tramita na Comarca de Paranatinga. O Ministério Público pede à Justiça uma decisão urgente para suspender novas contratações terceirizadas e obrigar o município a apresentar um plano de transição. A ideia é garantir que os aprovados no concurso sejam chamados gradualmente.

No centro da discussão está o Concurso Público nº 01/2024, homologado em 30 de dezembro de 2024. Conforme levantamento do MP, profissionais aprovados para cargos como enfermeiro, médico clínico geral, técnico de enfermagem, psicólogo, fisioterapeuta, farmacêutico, cirurgião-dentista e outras especialidades médicas ainda não foram nomeados. Enquanto isso, esses postos estariam sendo ocupados por contratados ligados à entidade parceira.

Leia Também:  Infra estrutura urbana - Projeto de Lei provoca fortes discussões em Paranatinga
 

O Ministério Público afirma que, menos de um mês após homologar o concurso, a prefeitura renovou o contrato com o Instituto Tupã, mantendo a possibilidade de contratar terceirizados para funções que já tinham candidatos aprovados. Em junho de 2025, um novo Termo de Parceria foi assinado, mantendo o mesmo modelo.

Na ação, o órgão sustenta que a conduta da administração demonstra que o concurso teria sido realizado, mas não estaria sendo cumprido na prática.

“A mensagem da Administração é inequívoca: o concurso foi realizado, mas não para ser cumprido”, sustenta o Ministério Público na petição.

O caso também envolve histórico anterior. O cargo de fisioterapeuta já havia sido discutido na Justiça, que determinou a realização de concurso público e o fim de contratações temporárias. Apesar disso, no concurso mais recente, as vagas foram abertas apenas para cadastro de reserva, sem nomeações até agora.

Além das contratações, o MP cita outras situações investigadas, como possível preferência indevida na contratação de farmacêuticos, pagamento elevado de horas extras, indícios de favorecimento por vínculo familiar com agente político e contratação de profissional sem a qualificação exigida.

Leia Também:  Polícia investiga assassinato de funcionário em Santiago do Norte; corpo foi encontrado próximo ao lixão
 

Por fim, o Ministério Público afirma que a ação não pretende interromper os atendimentos na rede municipal de saúde. O objetivo, segundo o órgão, é garantir que as contratações sejam feitas por meio de concurso público, como prevê a Constituição, assegurando transparência e continuidade no serviço prestado à população.

Comente esta notícia

Rua Rondonópolis - Centro - 91 - Primavera do Leste - MT

(66) 3498-1615

[email protected]