Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026
icon-weather
DÓLAR R$ 4,08 |

28 de Janeiro de2026


Área Restrita

Política Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 10:14 - A | A

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 10h:14 - A | A

ENTENDA O CASO

Obra de R$ 20 mil em pousada expôs suposto esquema de emendas de Chico 2000

 Relatório aponta que R$ 20 mil desviados de emenda foram pagos diretamente a construtor da estância do vereador; esquema, em tese, envolveu Instituto, empresa de uniformes e assessores.

Conteúdo Hipernotícias

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), mapeou o destino final de parte do dinheiro desviado da Câmara Municipal. Segundo as investigações da Operação Gorjeta, ao menos R$ 20 mil em propina foram utilizados para custear obras na Pousada Estância Águas da Chapada, de propriedade do vereador Chico 2000 (PL), localizada na MT-251.

O rastro do dinheiro foi descoberto após uma auditoria minuciosa no celular do parlamentar, apreendido ainda em 2025. As mensagens revelaram um sofisticado "zigue-zague" financeiro para ocultar a origem ilícita do recurso.

O esquema funcionava em quatro etapas principais, conectando o orçamento público ao patrimônio privado do vereador. 

Entre 2022 e 2025, Chico 2000 destinou R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares para o Instituto Brasil Central (IBRACE). O recurso deveria financiar eventos como a "Corrida do Legislativo".

Para executar o serviço, o Instituto contratou a empresa Chiroli Uniformes. João Nery Chiroli, proprietário da empresa, atuava como o elo entre o recurso público e o IBRACE. A articulação contava com o apoio direto de Rubens Vuolo Júnior, chefe de gabinete de Chico.

Após receber o valor da emenda, a Chiroli repassou R$ 20 mil para Jovani José de Almeida, o construtor responsável pela reforma na pousada do vereador em Chapada dos Guimarães.

Reprodução

caminho da proprina chico 2000

 Chico repassou emenda à Instituto, que contratou Chiroli, este por sua vez em contato com chefe de gabinete de Chico, "devolveu" R$ 20 mil para construtor de obra. Caminho do dinheiro descortinou esquema. 

ANATOMIA DO ESQUEMA "GORJETA" 

Chico 2000, era autor das das emendas e por sua vez beneficiário da obra. O Instituto Brasil Central (IBRACE), era a receptora oficial das emendas parlamentares. A Chiroli Uniformes Empresa contratada que operava o "retorno" do dinheiro. 

E Rubens Vuolo Júnior era articulador político e intermediário entre empresa e gabinete. Jovani José de Almeida, construtor da pousada que recebeu a propina como pagamento. 

Os elementos colhidos pela Deccor sugerem que o pagamento ao construtor foi uma forma direta de "lavagem" da propina, evitando que o dinheiro passasse pelas contas bancárias de Chico 2000.

As conversas extraídas do celular do parlamentar contem a confirmação dos repasses feitos pela empresa de uniformes ao empreiteiro.

LEIA MAIS:  Chico 2000 enfrenta terceira operação policial em menos de um ano

 

 

✅ Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 

Comente esta notícia

Rua Rondonópolis - Centro - 91 - Primavera do Leste - MT

(66) 3498-1615

[email protected]