O Instituto Brasil Central (Ibrace), investigado por integrar o suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares do vereador Chico 2000, compartilha o endereço e membros do corpo administrativo com uma outra entidade, o Instituto Social Matogrossense (Ismat).
Fundado em 2022, o Ismat se apresenta como uma “entidade de defesa do meio ambiente, de atendimento e defesa dos direitos da criança do adolescente, do jovem e seus familiares e de apoio ao poder público e à iniciativa privada, para efetivação dessas políticas”.
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As duas instituições funcionam em um imóvel na Rua Quatorze, no bairro Morada do Ouro II, na Capital. Quatro pessoas aparecem no corpo de administração dos dois institutos: Alex Jony Silva, Osvaldo de Souza Brito, Suzana Parreira Oliveira e Sandra Maria Aparecida Vicenzotto.
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Entre 2023 e 2025, o Ibrace recebeu R$ 3,65 milhões em emendas destinadas por Chico 2000. O dinheiro deveria ser aplicado na realização de oito corridas de rua realizadas nesse período.
Contudo, conforme a investigação, há evidências que apontam a existência de um esquema de pagamento de propina ("rachadinha"), em que parte desses valores eram devolvidos ao parlamentar.
Um outro alvo da operação é Joaci Conceição Silva, que aparece no quadro societário do Instituto Brasil Central. Ele também é assessor parlamentar do vereador Mário Nadaf (PV) que não possui envolvimento com a investigação. Por determinação judicial, ele foi afastado do cargo.
Magali Gauna Felismino Chirolli, que também foi alvo da Operação Gorjeta, aparece como a responsável pela empresa Chirolli Uniformes, que é uma das parceiras na realização das corridas, conforme material de divulgação. João Nery Chirolli também foi alvo da Polícia Civil.
Rubens Vuolo Júnior, que é chefe de gabinete de Chico 2000 desde janeiro de 2025, e Alex Jony Silva, que atuou como assessor parlamentar na Câmara entre fevereiro e agosto de 2020, também estão na lista de investigados.
A polícia também apontou a prática de associação criminosa e lavagem de dinheiro.
As seguintes medidas foram adotadas por determinação judicial:
- Chico 2000 fica afastado do cargo até segunda ordem;
- Suspensão das atividades do Ibrace e a realização de auditoria pela Controladoria-Geral de Cuiabá em todos os Termos de Parceria firmados pelo órgão investigado com o Município;
- Os poderes Executivo e Legislativo da Capital ficam proibidos de contratar ou nomear quaisquer dos alvos investigados na operação;
- Foi determinado ainda o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis;
- O Município fica proibido de realizar qualquer espécie de contratação ou pagamento de valores com relação às duas empresas investigadas.



















