O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, presidente do PSD em Mato Grosso, reagiu com surpresa e uma dose extra de contundência à filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao seu partido. A adesão de Caiado, ocorrida na noite desta terça-feira (27), tem como objetivo consolidar uma candidatura à Presidência da República em 2026, projeto que Fávaro, mesmo sendo correligionário, já avisou que não pretende apoiar.
Em uma declaração polêmica para reafirmar seu alinhamento com o projeto de reeleição de Lula (PT), Fávaro utilizou uma metáfora religiosa para avisar ao presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, que não haverá "unidade" no PSD mato-grossense em torno de um nome de oposição.
“O presidente Gilberto Kassab já está ciente de que vou com Lula até o final. Se o Papa for o candidato do PSD, respeitosamente eu peço a bênção dele, mas estarei com Lula. O Brasil merece mais quatro anos com o presidente”, disparou o ministro em entrevista ao RD News.
LEALDADE INABALÁVEL
Fávaro reconheceu o peso político de Caiado, classificando-o como um "grande quadro", mas traçou uma linha clara entre o crescimento partidário e o seu compromisso pessoal com o atual Governo Federal.
A filiação de Ronaldo Caiado não foi um ato isolado. O governador goiano anunciou a mudança de legenda ao lado de Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), ambos nomes fortes do PSD e cotados para 2026.
O trio teria firmado um pacto de apoio mútuo, de que quem estiver melhor posicionado nas pesquisas será o candidato do grupo. “Aqui não há interesse pessoal. Aquele que for escolhido terá o apoio dos demais”, afirmou Caiado em vídeo publicado nas redes sociais.
A entrada de Caiado no PSD cria um cenário complexo para Fávaro no estado. Enquanto o ministro tenta manter o partido na base de apoio a Lula, a sigla nacionalmente se movimenta para ser a principal alternativa de centro-direita ao petismo.
Com informações do RD News



















