A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, seja autorizado a visitá-lo na Papudinha, localizada dentro do Complexo da Papuda, no Distrito Federal.
O pedido foi encaminhado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que ainda deve analisar a solicitação. Além de Valdemar, os advogados de Bolsonaro também pediram autorização para que o ex-presidente receba visitas de:
- Wilder Morais (PL-GO), senador;
- Magno Malta (PL-ES), senador;
- Hélio Lopes (PL-RJ), deputado federal;
- Cabo Gilberto Silva (PL-PB), deputado federal e líder da oposição na Câmara;
- e Luiz Antônio Nabhan Garcia, ex-secretário de Assuntos Fundiários do governo Bolsonaro.
Condenado a mais de 27 anos de prisão por participar de uma trama golpista, Bolsonaro atualmente cumpre pena no Complexo da Papuda. Ele foi transferido para o local no último dia 15, por decisão de Alexandre de Moraes. Antes, o ex-presidente cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Na decisão que levou Bolsonaro à Papudinha, Moraes autorizou visitas dos filhos do ex-presidente e de religiosos. Também determinou suporte médico em tempo integral e liberou atendimentos de fisioterapia.
O magistrado ponderou, no entanto, que outras visitas teriam de ser autorizadas pela Corte e seguir as regras do complexo penitenciário.
O pedido de liberação a Valdemar ocorre no momento em que o PL se prepara para definir as estratégias eleitorais para 2026. Jair Bolsonaro indicou o filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato a presidente. A sigla comandada por Valdemar Costa Neto deve começar a estruturar a pré-campanha de Flávio no próximo mês.
Moraes já proibiu visita de Valdemar
Em outubro de 2025, Valdemar Costa Neto foi impedido de visitar Jair Bolsonaro, que estava em prisão domiciliar, por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
À época, o magistrado negou o pedido por entender que Valdemar era investigado por participação na tentativa de golpe. Segundo ele, além da prisão domiciliar, Bolsonaro tinha de seguir com outras medidas, como a proibição de contato com investigados.
A Primeira Turma do STF decidiu, em outubro passado, reabrir uma investigação contra Valdemar por envolvimento na trama golpista. O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Valdemar havia escapado da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, mas foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado. Com a decisão, ele voltou a ser investigado pelos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.




















