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DESVIO DE EMENDAS

Empresários e servidor: veja os alvos da operação que afastou Chico 2000

Investigação aponta desvio de R$ 600 mil em emendas parlamentares; Justiça bloqueia bens, sequestra embarcação e proíbe investigados de ocuparem cargos públicos

Conteúdo Hipernotícias
DA REDAÇÃO/ DO LOCAL

Operação Gorjeta da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrada na manhã desta terça-feira (27) que teve como principal alvo o vereador Chico 2000 (PL), foi afastado do cargo por determinação judicial, ainda revelou o nome de mais cinco pessoas supostamente envolvidas nos crimes.  A ação policial investiga um esquema de "rachadinha" e desvio de verba pública por meio de emendas parlamentares na Câmara Municipal de Cuiabá. 

A investigação apura crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a Deccor, Chico 2000 é acusado de exigir a devolução de parte dos recursos destinados a empresas e instituições. O prejuízo estimado ao erário ultrapassa os R$ 600 mil.

LEIA MAIS: Chico 2000 volta a ser afastado do cargo por suspeita de desvio de emendas parlamentares

OS ALVOS 

Além do vereador, outras cinco pessoas foram identificadas como peças-chave no suposto esquema que envolvia desde servidores do legislativo até empresários do setor esportivo:

  • Alex Jones Silva, responsável pelo Instituto Brasil Central, a Organização Social beneficiada pelas emendas;

  • Rubens Vuolo Júnior, assessor nomeado na Câmara de Cuiabá em janeiro deste ano;

  • Magali Galna Felizmino Chirolli e João Nery Chirolli, empresários da "Chirolli Uniformes", fornecedora de eventos esportivos;

  • Joacir Conceição Silva, também figura entre os investigados pela Deccor.

Embora a prisão de Chico 2000 tenha sido solicitada, o Judiciário optou por medidas cautelares. O vereador está proibido de acessar as dependências da Câmara e da Secretaria Municipal de Esportes, não pode manter contato com os demais investigados e teve seu passaporte retido.

A decisão judicial impõe ainda um "bloqueio administrativo": a Prefeitura e a Câmara de Cuiabá estão proibidas de contratar ou nomear qualquer um dos investigados. No campo financeiro, foi determinado o bloqueio de R$ 676.042,32 das contas dos envolvidos.

Para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, a Justiça determinou o sequestro de bens de luxo e imóveis dos investigados, incluindo sete veículos e uma motocicleta, uma embarcação e um reboque e quatro imóveis.

 

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