O afastamento do vereador Chico 2000 (PL) por 60 dias, determinado no âmbito da Operação Gorjeta, não pesará no bolso do parlamentar. Segundo o procurador-geral da Câmara de Cuiabá, Eustáquio Noronha, Chico continuará recebendo seu salário integral de R$ 26 mil enquanto estiver fora das funções legislativas.
De acordo com o advogado, a manutenção dos vencimentos, mesmo sob investigação por liderar um suposto esquema de "rachadinha" em emendas parlamentares, é garantida pelo regimento interno e pela legislação vigente.
No total, os benefícios de um vereador da capital podem ultrapassar os R$ 64 mil mensais, incluindo verba indenizatória, gratificação e auxílio-saúde. Porém, a Câmara não confirmou se o parlamentar receberá a totalidade do valor.
O RETORNO DO SUPLENTE
Com a cadeira de Chico 2000 vaga, o primeiro suplente, Fellipe Corrêa, atual secretário municipal de Relações Institucionais com o Poder Legislativo, já manifestou disposição em reassumir o mandato. Em tom de comemoração, Fellipe chegou a citar o clássico do lambadão cuiabano da banda Scort Som: "Mamãe estou voltando pra casa".
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Caso Fellipe opte por permanecer na pasta da prefeitura, a vaga recairá sobre o empresário Rafael Yonekubo, que já ocupou a cadeira em outra oportunidade.
A INVESTIGAÇÃO
Chico 2000 é apontado pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) como o líder de um esquema que desviava recursos destinados ao Instituto Brasil Central e a empresas como a Chirolli Uniformes. Segundo a denúncia, parte das emendas parlamentares enviadas pelo vereador era devolvida a ele pelos beneficiários.



















