A Câmara dos Deputados pagou um segurança particular para acompanhar o presidente da Casa, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), na final da Libertadores em Lima, no Peru, em novembro passado. A Casa arcou com as diárias de um funcionário da equipe de segurança do parlamentar, em um total de R$ 3,55 mil, segundo levantamento feito pela coluna.
Ao todo, foram gastos uma diária e meia com o policial legislativo, entre os dias 29 e 30 de novembro. O valor unitário da diária é de R$ 2.366,84. O relatório da viagem em missão oficial feita pelo servidor ainda consta como “pendente” no sistema da Câmara dos Deputados.
Apesar do valor modesto, o comportamento revela o uso de dinheiro do erário público para fins privados que nada tem a ver com o interesse da população brasileira.
O jogo, entre Flamengo e Palmeiras, ocorreu em 29 de novembro. A Câmara, no entanto, demorou mais de um mês para atualizar os gastos com a viagem do segurança de Hugo Motta.
O presidente da Câmara estava acompanhado do filho e do pai, o prefeito de Patos (PB) Nabor Wanderley (Republicanos). Os três celebraram a vitória do time rubro-negro, que conquistou a quarta taça Libertadores – tornando-se a equipe brasileira com mais títulos da competição na história.
Nas redes sociais, Hugo Motta escreveu: “Celebrar o tetra da Libertadores ao lado do meu pai e do meu filho é felicidade pura!”
O que diz Hugo Motta sobre viagem a final da Libertadores em Lima
Em nota, a equipe de assessoria de Hugo Motta informou que a viagem foi particular e não empregou aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). “Os detalhes de escolta do presidente são sigilosos por razões de segurança”, prosseguiu. O deputado não se manifestou sobre o valor das diárias pagas pela Câmara dos Deputados ao segurança dele.Conforme revelou o colunista Igor Gadelha, Motta voou de carona na aeronave do ex-deputado federal Alexandre Baldy (PP-GO).


























