O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) afirmou que o senador Jayme Campos (União Brasil) não vai deixar o partido e que, embora insista no seu nome à pré-candidato ao governo, vai aceitar a resolução da sigla. Botelho defendeu diálogo e reiterou a tese de que havendo um 'racha' a derrota vai se consolidar nas urnas.
Segundo Botelho, o grupo será enfraquecido com a divisão de votos entre os dois candidatos de centro, Jayme e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Por isso, ele ressaltou que o ideal é que haja uma convocação do União Brasil para que o assunto seja pacificado, ouvindo os lados e promovendo uma resolução.
"Nós não vamos sair do União Brasil e o Jayme também ele disse que não vai sair. Então, nós vamos ficar com o União Brasil. O que o União Brasil definir, nós vamos junto. Eu estou defendendo que haja um diálogo, que haja um acordo. E se não definir, evidentemente que eu vou apoiar o candidato do partido", falou Eduardo Botelho ao SBT Cuiabá.
Botelho também acompanhará o que for definido pelo partido a nível nacional. Inicialmente, o UB tinha a pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que deixou a legenda para se filiar ao PSD formando um 'blocão' com o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
Com Caiado fora do UB e considerando a aproximação do partido com a extrema-direita, a tendência é que a sigla sinalize apoio ao senador do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou opte por um perfil mais moderado, como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-RJ). Independente de quem seja, Botelho seguirá a indicação do UB.
"Se o partido não tiver candidato, aí tudo bem, mas se tiver nós vamos apoiar", falou o deputado.
Retornando ao cenário local, Eduardo Botelho retomou o posicionamento pela conversa no partido. Ele disse que a situação é mais complexa que as eleições 2024 quando disputava internamente com o secretário-chefe da Casa Civil, Fabio Garcia (União Brasil), o posto de candidato a prefeito de Cuiabá.
O deputado avalia que quando há dois nomes de partidos diferentes, os interesses mudam e o que está em jogo é uma aliança bilateral, podendo ser interpretada como traição e a perda permanente da parceria; o que não há quando os candidatos são correligionários pois as chances de entendimentos são maiores.
"Quando você é do mesmo partido, tem que escolher um do partido, um dos dois. Então é mais complicado", concluiu.



















