Antonio Galvan, ex-presidente da Aprosoja Brasil, pré-candidato ao Senado, oficializou sua desfiliação do Democracia Cristã (DC). Em nota publicada em suas redes sociais nesta sexta-feira (13), ele criticou que o DC, ao afirmar que a legenda deixou de priorizar bandeiras que ele considera inegociáveis,após a troca em seu comando nacional.
Porém, nos bastidores, o desembarque é creditado à imposição nacional para o apoio ao pré-candidato à presidência do DC, Aldo Rebelo, em detrimento do senador, Flávio Bolsonaro (PL).
Na postagem de Galvan, entre as prioridades da “direita raiz” citadas como não mais valorizadas dentro da ex-sigla, estão o embate direto contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a defesa de um Senado "corajoso".
"Quando o rumo muda, a coerência precisa prevalecer. Se essa missão não é prioridade, então não estamos no mesmo projeto", disparou Galvan em suas redes sociais.
A saída não significa aposentadoria. Pelo contrário, Galvan revelou que já está sendo sondado por outras legendas e que avaliará o próximo passo "sem pressa e sem vaidade".
Em 2022, Galvan obteve 337.003 votos e, agora, junto com a esposa, vinha preparando o partido para formar chapa a deputado federal e tentando, inclusive, viabilizar candidatura ao governo do Estado.
EMBATE INTERNO
A saída foi comunicada após o presidente nacional, o ex-deputado federal João Caldas, que assumiu o comando da legenda em julho passado, resolveu dissolver a direção estadual.
Com isso, a esposa de Galvan, a advogada Paula Boaventura foi destituída.A decisão teria ocorrido após a Executiva Nacional tomar ciência de que o casal já estaria fazendo campanha para a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, em detrimento do candidato do DC, o ex-deputado e ex-ministro da Defesa e do Esporte Aldo Rebelo.
Para que pudesse continuar candidato ao Senado pelo DC, e mantendo o projeto construído com a esposa, foi condicionado a Galvan, que seguisse as orientações do partido e apoiasse o candidato, Aldo Rebelo




















