O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), chamou o vereador Daniel Monteiro (Republicanos) de amador por tentar emplacar a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o secretário Municipal do Trabalho, William Leite (PL), após o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) arquivar denúncia por entender que não havia objeto para sustentar uma investigação. Abilio, enquanto vereador, ficou conhecido na Câmara pelos reiterados pedidos de CPI direcionados ao ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). No papel de gestão, ele afirmou ser favorável a instaurações de CPI, no entanto, criticou Daniel que, segundo ele, "não usou os conhecimentos" de advogado.
"Eu admiro muito todos que têm a proatividade de fazer um pedido de CPI. Correto. Só que não pode ser feito com amadorismo. Por mais que o vereador seja advogado, parece que ele não usou o seu conhecimento sobre o direito para elaborar aquele pedido. Aquele pedido dele não tem fato determinado. Se você pegar o pedido lá, não tem fato determinado", disse Abilio nesta sexta-feira (6) à imprensa durante entrega de ônibus.
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A CPI perdeu força com o arquivamento do MP, porém, ainda pode prosperar na Câmara, caso Daniel consiga o número de assinaturas suficientes. A abertura representará uma vitória ao vereador desde que deixou a base para atuar como 'independente' no plenário e forte inclinação a oposição ao prefeito.
A investigação contra o secretário motivou desentendimentos na última sessão desta quinta (5). A vice-presidente da Câmara, Maysa Leão (Republicanos), interrompeu a defesa à gestão da vereadora e primeira-dama Samantha Iris (PL). Dra. Mara (Podemos) também bateu-boca com o autor do requerimento que insinuou uma suposta 'proteção' da mesa diretora ao prefeito, blindando William Leite.
Abilio, por sua vez, reiterou que a denúncia ao MP foi feita por ele após a circulação de boatos envolvendo o secretário que trabalha com ele desde o mandato de deputado federal. William Leite foi assessor de Abilio em Brasília e depois o seu chefe de gabinete. O secretário é próximo não só de Abilio, mas da família do prefeito. Ele frequentava a igreja fundada pelo avó do prefeito e acompanhou a consolidação política de Abilio.
O prefeito negou ter provas para incriminar o amigo e destacou que o Ministério Público não encontrou evidências que confirmassem a denúncia.
"É sobre um boato. Inclusive, foi esse o motivo que o Ministério Público arquivou. Eles falaram: 'não temos como fazer uma investigação sobre boato. Mas Abílio, então você anexa as provas'. Eu não tenho prova. Se eu tivesse prova, eu não estava só falando para investigar. Eu não tenho prova nenhuma do que veio para mim. O que veio para mim foi um boato", concluiu.



















