O capitão da Polícia Militar afastado após denúncia de ter agredido uma mulher em Várzea Grande, no último sábado (3), disse à vítima que ela assistira a morte das filhas se não lhe desse o dinheiro que ele estava cobrando.
O militar, identificado pelas iniciais H. R. C. N., de 39 anos, responderá a um procedimento administrativo interno em razão da denúncia.
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Conforme a vítima relatou no momento do registro do boletim de ocorrência, o homem a havia contratado para intermediar o aluguel de um imóvel. Na data dos fatos, ele queria receber o valor que lhe era devido.
Em posse de uma pistola, o militar passou a ameaçá-la e exigiu que ela lhe entregasse o aparelho celular com o intuito de realizar uma transferência para a própria conta.
Ao constatar que a mulher não tinha dinheiro, ele passou a agredi-la com tapas, puxões de cabelo e socos e ainda usou objetos da residência para atingi-la.
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Ele teria agarrado a mulher pelos cabelos e a levou até outros cômodos da casa no intuito de encontrar bens de valor que ele pudesse levar consigo. Como não encontrou nada do seu interesse, obrigou a vítima a ligar para o marido para pedir dinheiro, mas a chamada não foi atendida.
"Não tem nenhum dinheiro nessa casa, sua vagabunda?", teria questionado o militar ao jogá-la contra o chão.
Depois de se convencer que não havia nada de valor no local, ele disse que voltaria ao local posteriormente e que, se não recebesse o seu dinheiro, ele mataria toda a sua família, começando pelas filhas da vítima, para que ela pudesse assistir.
Depois que o capitão foi embora, a mulher conseguiu pedir ajuda para uma amiga que avisou o marido da vítima sobre o que tinha acontecido. Foi ele quem a levou a uma unidade de saúde.
A mulher relatou no boletim de ocorrência que ela teve um corte no supercílio esquerdo que foi suturado, além de diversas escoriações pelo corpo.
AFASTAMENTO DO MILITAR
O capitão acusado foi afastado das funções, nessa terça-feira (6), e deverá responder um procedimento administrativo interno na corporação.
Por meio de nota, a corporação informou explicou que a medida foi tomada nessa terça-feira (6) e destacou que "não coaduna" com atos de violência ou qualquer outro crime que venha a ser cometido por militares.

















