O debate sobre o uso de combustíveis com maior teor de etanol voltou ao centro das discussões energéticas e agrícolas nos Estados Unidos, impulsionado por promessas políticas e pela pressão de setores produtivos. A liberação da gasolina E15, com 15% de etanol, para venda durante todo o ano tem sido tratada como uma alternativa para ampliar o consumo interno de biocombustíveis e aliviar dificuldades enfrentadas no campo.
A questão acompanha o governo norte-americano desde o início do mandato, após o compromisso de permitir a comercialização do E15 em todos os meses. Atualmente, a legislação ambiental restringe a venda no período do verão, já que a Lei do Ar Limpo concede isenção apenas à gasolina E10. A justificativa é ambiental, relacionada à maior evaporação e potencial poluente do E15 em temperaturas elevadas, embora essa interpretação seja contestada por parte da indústria.
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Alterar essa regra depende de aprovação do Congresso, já que a isenção em vigor foi definida ainda na década de 1970. O governo sinalizou confiança em um acordo legislativo que atenda agricultores, consumidores e refinarias, incluindo unidades de menor porte, mas não houve confirmação oficial. Uma tentativa recente de incluir a mudança na lei orçamentária foi retirada antes da votação, o que gerou reação negativa de diversos setores.
Diante do impasse, a Câmara dos Representantes anunciou a criação de um conselho voltado à energia rural, com foco em soluções legislativas para o E15. Representantes do setor agrícola avaliam que a demora agrava a crise enfrentada por produtores de milho, que lidam com preços deprimidos e custos elevados. A situação é agravada pela safra recorde prevista para 2025, estimada em mais de 17 bilhões de bushels, o que amplia a oferta e pressiona o mercado.




















