O complexo global de commodities deve apresentar em 2026 um desempenho entre a estabilidade e uma leve tendência de queda, influenciado sobretudo pelo comportamento esperado das matérias-primas energéticas, que concentram peso relevante nos índices internacionais. A análise consta em relatório especial da StoneX, que avalia o cenário macroeconômico e os principais mercados de bens primários para o próximo ano.
O estudo aponta que a economia mundial em 2025 superou as expectativas, apesar dos impactos das tarifas adotadas pelos Estados Unidos, que alteraram fluxos do comércio internacional. Para 2026, a projeção é de um ritmo semelhante de crescimento, porém com riscos elevados associados à instabilidade da política econômica americana, às incertezas em relação ao Federal Reserve e ao cenário geopolítico. O relatório destaca que os investimentos em Inteligência Artificial sustentam o otimismo nos negócios e a perspectiva de ganhos de produtividade, mas alerta que essa expansão permanece vulnerável a mudanças nas condições de crédito e à capacidade das empresas de tecnologia em gerar resultados consistentes.
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No agronegócio, o mercado de grãos e oleaginosas segue com oferta confortável. A soja mantém balanço global favorável, impulsionado por novo recorde de produção no Brasil, estimado em 177,6 milhões de toneladas. No milho, a sobreoferta nos Estados Unidos pressiona os preços, enquanto no Brasil a definição da próxima safrinha ainda é incerta e a participação nas exportações tende a recuar diante da demanda interna aquecida pelo etanol.
Entre as soft commodities, café e cacau registram recuperação produtiva nos principais exportadores, embora os estoques globais sigam restritos. O açúcar mantém viés de baixa com previsão de superávit, enquanto o algodão inicia 2026 com ampla oferta, apesar da menor área plantada no Brasil e na Austrália.




















