De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), os dados das exportações da fruticultura nacional indicam participação limitada do Paraná no comércio externo do setor em 2025. As informações constam no sistema AGROSTAT/Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro, que consolida números da Secretaria de Comércio Exterior, e são descritas como “sujeitas a alterações”.
Considerando as vendas externas de frutas, incluindo nozes e castanhas, o Paraná ocupou o 11º lugar no ranking nacional no ano passado, com participação de 1,4% do valor e 1,9% do volume exportado pelo país. No total, o Brasil embarcou US$ 1,6 bilhão e 1,3 milhão de toneladas, enquanto o estado respondeu por 24,8 mil toneladas, que somaram US$ 22,4 milhões, destinadas a 66 países.
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O boletim aponta que a “participação módica do Paraná neste segmento” está relacionada a uma fruticultura voltada prioritariamente ao mercado interno e à autossuficiência. Ainda assim, o documento destaca que o estado acompanha “com cautela sua presença e evolução num ambiente altamente concorrencial e competitivo” no consumo mundial de frutas.
Entre os principais destinos das exportações paranaenses, os Países Baixos concentraram 42,1% do valor comercializado, equivalentes a US$ 9,5 milhões, seguidos pela Argentina, com 19,6%, ou US$ 4,4 milhões. Limões e limas lideraram a pauta em valor, com US$ 10,6 milhões, correspondendo a 47,4% da receita obtida, seguidos por bananas, com US$ 1,8 milhão, e abacates, com US$ 1,7 milhão. Em volume, os maiores embarques foram de limões e limas, com 9,2 mil toneladas, bananas, com 5,4 mil toneladas, e melancias, com 5,1 mil toneladas.
Na comparação entre 2016 e 2025, o Deral registra uma variação positiva de 1,4 mil% nos valores exportados. O boletim destaca que, enquanto em 2025 as vendas alcançaram US$ 22,4 milhões, no início do período analisado os embarques somavam US$ 1,5 milhão. Segundo o documento, esse desempenho está associado a um “ecossistema ativo para as frutas paranaenses”, sustentado por sistemas produtivos voltados ao consumidor interno e à ampliação gradual da presença no mercado externo.




















