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Notícias do Agro Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026, 13:52 - A | A

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026, 13h:52 - A | A

Exportações crescem 20%

Preços de hortigranjeiros sobem em dezembro nas Ceasas

Exportações de frutas crescem cerca de 20% em 2025

Administração

 

 
Agrolink - Seane Lennon
 
Foto: Divulgação

Os preços da laranja e da maçã permaneceram praticamente estáveis em dezembro de 2025 na média das 11 principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. As informações constam no 1º Boletim Prohort de janeiro de 2026, elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta “sutil variação negativa” para a fruta cítrica e “leve oscilação positiva” para a maçã no período analisado. 

De acordo com o levantamento, o preço médio da laranja registrou variação negativa de 0,68%. A retração foi mais intensa em praças como Rio Branco, no Acre, com queda de 35,08%, e Goiânia, em Goiás, com recuo de 12,78%, cenário atribuído à maior oferta do produto nos mercados atacadistas. No caso da maçã, a variação positiva foi de 0,64%, influenciada pela maior oferta paulista, demanda mais fraca e pela fase final dos estoques da safra 2024/25.

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As demais frutas acompanhadas pelo Boletim Prohort não repetiram o comportamento de estabilidade e apresentaram aumento nos preços médios em dezembro. A banana teve alta de 4,02% nas variedades nanica e prata provenientes do Nordeste e do Sudeste, reflexo da menor oferta típica do período e da melhora na qualidade do produto.

mamão registrou elevação de 15,87% nas cotações, em função da menor disponibilidade de frutas com padrão superior de qualidade nas principais regiões produtoras. Já a melancia apresentou acréscimo médio de 25,19%, mesmo com maior volume comercializado, sustentado pela boa qualidade das frutas e pelas temperaturas mais elevadas, que impulsionaram a demanda na primeira quinzena do mês.

Entre as hortaliças analisadas, todas apresentaram aumento nos preços médios em dezembro. A batata liderou as altas, com elevação de 23,50% na média ponderada nacional, resultado da redução da oferta causada pelas chuvas nas regiões produtoras, que dificultaram a colheita. Em Ceasas como as de Rio Branco e do Rio de Janeiro, os preços superaram 30% de alta em relação a novembro de 2025.

A cebola manteve a trajetória de valorização iniciada em outubro, com aumentos mais expressivos em mercados distantes das áreas produtoras do Sul, responsáveis pela maior parte do abastecimento no período. Em Rio Branco e Recife, as variações positivas ultrapassaram 50% em dezembro.

O tomate também apresentou alta relevante, de 15,06%, interrompendo a tendência de queda observada ao longo de grande parte de 2025. Segundo o boletim, o movimento esteve associado à transição entre safras e às oscilações da oferta, com variações significativas entre Ceasas, como Rio Branco, com alta de 51,76%, e Recife, com avanço de 53,17%.

A cenoura teve aumento moderado nos preços médios, de 7,21%, mesmo com maior volume comercializado. A alface, por sua vez, registrou elevação de 3,49%, influenciada pela maior demanda em função das temperaturas elevadas e pelos impactos climáticos sobre a qualidade das folhosas.

O boletim também destacou o desempenho das exportações brasileiras de frutas em 2025. No acumulado do ano, o país embarcou cerca de 1,31 milhão de toneladas, crescimento aproximado de 20% em relação a 2024, com faturamento de US$ 1,56 bilhão. As vendas externas permaneceram concentradas nos mercados europeu e asiático, com maior volume de manga, melão, melancia, banana e mamão.

A edição de janeiro traz ainda como destaque o acordo entre o Mercosul e a União Europeia e seus possíveis impactos para o setor hortigranjeiro. O estudo indica que o acordo “amplia as oportunidades para a exportação de frutas brasileiras”, ao prever a redução gradual de tarifas e facilitar o acesso a novos mercados, ao mesmo tempo em que impõe exigências relacionadas a padrões sanitários, ambientais e de sustentabilidade.

Nesse contexto, o boletim ressalta que as Centrais de Abastecimento desempenham papel estratégico ao difundir boas práticas, apoiar a modernização da produção e atuar como pontos de articulação entre produtores, comerciantes e o mercado internacional, especialmente para agricultores de pequeno e médio porte.

No balanço da comercialização, o volume total de hortaliças negociadas nas Ceasas analisadas em 2025 apresentou redução em relação a 2024, com queda mais acentuada no grupo das folhosas. Em sentido oposto, o subgrupo de raízes, bulbos, tubérculos e rizomas registrou crescimento, impulsionado principalmente pela maior oferta de batata e cenoura, o que contribuiu para atenuar a retração da comercialização total no ano.

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