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Notícias do Agro Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 16:01 - A | A

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 16h:01 - A | A

Necessidade de novas chuvas

Produção agrícola argentina avança em ritmo desigual

A semeadura de soja alcançou 88,3% da área nacional

Administração

 

 
Agrolink - Leonardo Gottems
Foto: Canva
 

O andamento das principais lavouras na Argentina segue marcado por avanços relevantes nas áreas semeadas e colhidas, mas também por desafios climáticos que começam a impactar algumas regiões produtoras. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o ritmo das atividades agrícolas reflete tanto a evolução dos cultivos quanto a necessidade de novas chuvas para sustentar o potencial produtivo em fases decisivas do ciclo. 

A semeadura de soja alcançou 88,3% da área nacional, após avanço intersemanal de 6,3 pontos percentuais. Os trabalhos seguem concentrados no norte da área agrícola, onde o excesso de umidade ainda provoca atrasos. A maior parte das áreas implantadas apresenta condição hídrica considerada ótima ou adequada. Na soja de primeira, uma parcela já ingressou na fase de plena floração, etapa em que a regularidade das precipitações será determinante para atravessar o período crítico. A soja de segunda cobre 84% da intenção de plantio e se encontra majoritariamente em estádios vegetativos.

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No milho, a semeadura destinada à produção de grãos atingiu 89,1% da área projetada, com atraso em relação ao ciclo anterior. O milho precoce avança em desenvolvimento, com grande parte das lavouras no período crítico, enquanto áreas do Centro-Leste de Entre Ríos já registram talhões em maturidade fisiológica. O milho tardio se aproxima do encerramento do plantio, com condições gerais adequadas, embora a falta de chuvas recentes no norte de La Pampa e oeste de Buenos Aires já indique sinais iniciais de estresse hídrico. 

A colheita de girassol cobre 11,1% da área apta, com produtividade média acima dos valores históricos para o período. Apesar disso, a redução das chuvas diminuiu a proporção de áreas com condição hídrica favorável, aumentando a demanda por novas precipitações. O trigo, por sua vez, entra na fase final de colheita, com 98,5% da área já colhida e grande variabilidade de rendimentos no sul do país. Já a cevada teve a colheita encerrada, com produção ajustada para 5,4 milhões de toneladas, consolidando o melhor resultado da última década.
 

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