O desenvolvimento do milho ao longo do ciclo produtivo segue um padrão biológico definido, que orienta decisões fundamentais no campo e influencia diretamente o potencial produtivo das lavouras. Segundo Eddy DM, especialista em Desenvolvimento de Mercado, esse processo é organizado pela escala Ritchie e Hanway, que divide o crescimento da cultura em duas grandes fases, vegetativa e reprodutiva, cada uma com características próprias e impactos distintos sobre o manejo.
Na fase vegetativa, o ciclo se inicia com a emergência da plântula, momento em que a germinação se torna visível acima do solo. Em seguida, o avanço ocorre conforme a planta desenvolve folhas plenamente expandidas, identificadas de V1 em diante. Cada novo estágio vegetativo corresponde ao número de folhas formadas, refletindo o ritmo de crescimento e o fortalecimento do sistema radicular. Esse período se estende até o pendoamento, quando surge a inflorescência masculina e a planta entra em uma etapa de transição decisiva entre crescimento e produção.
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A fase reprodutiva começa com a emergência dos estigmas, marco da floração feminina e ponto sensível para a definição do rendimento. Na sequência, os grãos passam pelos estágios de formação, inicialmente com aspecto de bolha, depois com conteúdo leitoso e, posteriormente, pastoso, período em que ocorre intenso acúmulo de amido. O ciclo avança para o grão dentado, quando a produtividade já está praticamente determinada, e se encerra na maturidade fisiológica, estágio de máximo acúmulo de matéria seca e referência para o momento ideal de colheita.
De acordo com o especialista, a maior exigência por água e nutrientes ocorre entre os estágios V6 e R3, intervalo considerado crítico para o desempenho da lavoura. Falhas no manejo nesse período não podem ser corrigidas posteriormente, enquanto decisões adequadas tendem a se refletir diretamente em ganhos de produtividade.



















