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Quarto mês consecutivo

Índice global de alimentos mantém trajetória de queda

O segmento de cereais apresentou alta mensal

Administração

 

 
Agrolink - Leonardo Gottems
Foto: Pixabay
 

O principal indicador global de preços de alimentos encerrou dezembro em queda pelo quarto mês consecutivo, refletindo um cenário de alívio gradual nos mercados internacionais, apesar de movimentos pontuais de alta em alguns produtos. O comportamento do índice mostra que a ampla oferta global e a normalização de fluxos comerciais seguem exercendo influência relevante sobre as cotações, mesmo em um ambiente ainda marcado por incertezas geopolíticas e climáticas. 

Segundo o relatório mais recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o Índice de Preços dos Alimentos recuou para 124,3 pontos em dezembro, com retração inferior a 1% frente a novembro. As quedas nos preços de laticínios, carnes e óleos vegetais superaram os avanços registrados em cereais e açúcar. Na comparação anual, o indicador ficou 2,3% abaixo do nível observado um ano antes e distante do pico alcançado em março de 2022. Ainda assim, a média de 2025 foi superior à de 2024, indicando um patamar mais elevado ao longo do ano, apesar das recentes reduções.

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O segmento de cereais apresentou alta mensal, sustentada por preocupações renovadas com os fluxos de exportação do Mar Negro. Mesmo assim, a oferta abundante limitou avanços mais expressivos, com grandes colheitas confirmadas na Argentina e na Austrália pressionando o mercado. No milho, a forte demanda externa e a produção consistente de etanol no Brasil e nos Estados Unidos deram suporte aos preços, movimento acompanhado pelo sorgo. Já o arroz registrou alta mensal em todos os segmentos, impulsionado por maior demanda e políticas de apoio, embora a média anual tenha recuado de forma significativa diante da ampla disponibilidade exportadora. 

Nos óleos vegetais, o índice atingiu o menor nível em seis meses, com recuos nos preços de soja, canola e girassol, influenciados pela oferta elevada nas Américas e pela demanda internacional enfraquecida. O óleo de palma seguiu trajetória oposta, sustentado por expectativas de menor produção sazonal no Sudeste Asiático. No acumulado de 2025, o setor registrou forte alta, refletindo restrições globais de oferta.
 

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