As exportações da fruticultura brasileira registraram crescimento em valor e volume em 2025, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). As informações têm como base os dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), disponíveis no sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
De acordo com o levantamento, os dados, que ainda estão sujeitos a revisões, consideram as exportações de frutas frescas, nozes, castanhas, conservas e preparações, com exclusão dos sucos. O Deral destaca que “o recorte permite uma visão mais precisa do desempenho da fruticultura nacional no comércio exterior”.
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Na comparação entre 2025 e 2024, houve aumento de 12,8% no valor transacionado. As vendas externas passaram de US$ 1,385 bilhão em 2024 para US$ 1,563 bilhão em 2025. Segundo o boletim, “o crescimento reflete a ampliação da presença das frutas brasileiras no mercado internacional”.
O volume exportado também apresentou avanço significativo, saindo de 1,094 milhão de toneladas em 2024 para 1,310 milhão de toneladas em 2025, o que representa alta de 19,7%. Para o Deral, “o aumento dos embarques indica maior competitividade dos produtos oriundos dos pomares brasileiros”.
Apesar do crescimento em valor e quantidade, o preço médio nominal da tonelada registrou recuo de 5,7% no período analisado. Em 2024, o valor médio foi de US$ 1,266 mil por tonelada, enquanto em 2025 caiu para US$ 1,193 mil por tonelada, movimento atribuído à menor precificação das frutas nacionais.
Segundo o Deral, os números “confirmam um ambiente ativo para a fruticultura brasileira”, com volumes exportados acima de 1 milhão de toneladas e faturamento superior a US$ 1 bilhão, mesmo diante de dificuldades no comércio internacional associadas a taxações unilaterais.


















