O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul iniciou o ano com pouca movimentação, refletindo um cenário de negociações pontuais e preços instáveis entre as diferentes microrregiões. De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a comercialização segue travada, com muitos produtores à espera de novas medidas do governo federal.
A maior parte dos vendedores mantém postura cautelosa, apostando que eventuais leilões promovidos pelo governo possam estimular a demanda e melhorar as cotações internas. Apenas uma parcela dos produtores esteve ativa na semana, com foco em atender contratos já firmados nos leilões de incentivo ao escoamento realizados ainda em dezembro, como o PEP e o Pepro.
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Enquanto isso, os embarques internacionais continuam como alternativa mais lucrativa para parte dos agentes. Os preços oferecidos no mercado externo seguem mais competitivos que os do mercado interno, incentivando exportadores a fechar novos negócios.
Do lado da demanda, o comportamento dos compradores tem sido variável. Alguns agentes aceitaram pagar preços um pouco maiores para recompor estoques diante da oferta limitada. Outros preferiram aguardar, adotando uma postura mais conservadora até que o mercado apresente sinalizações mais claras.
Ainda segundo o Cepea, em determinadas praças, compradores chegaram a reduzir os valores ofertados, alegando dificuldades em repassar os custos do arroz beneficiado, cujos preços seguem pressionados. Essa dificuldade no escoamento do produto industrializado tem impactado negativamente a cadeia.


















