O mercado de fertilizantes atravessou em 2025 um período marcado pela menor concentração dos produtos importados, movimento já percebido ao longo do ano. De acordo com análise de Jeferson Souza, Market Intelligence Analyst, essa mudança trouxe à tona discussões relevantes sobre a logística brasileira e seus impactos no custo final das matérias-primas.
Entre os principais pontos levantados esteve o custo da nacionalização, especialmente diante da demurrage registrada no sulfato de amônio, fator que pressionou a conta dos importadores. No Porto de Paranaguá, principal porta de entrada de fertilizantes no país, em 2024 o volume de nitrogenados estava dividido de forma equilibrada, com cerca de metade composta por ureia e a outra metade por sulfato de amônio. Já em 2025, a participação da ureia caiu para 34%, enquanto o sulfato avançou para 66%, evidenciando uma mudança relevante no perfil das importações.
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Esse aumento da participação do sulfato de amônio, acompanhado da perda de espaço da ureia, não se restringiu a Paranaguá. O mesmo comportamento foi observado em outros portos estratégicos, como Santos, Rio Grande e Santarém, indicando que a tendência se espalhou praticamente por todos os terminais do país.
A avaliação é de que, em 2026, os importadores deverão considerar com mais atenção o impacto logístico na escolha de matérias-primas de menor concentração. Fatores como fretes mais caros e custos adicionais ao longo da cadeia passam a ter peso semelhante ou até superior ao preço CFR. A nacionalização, nesse contexto, torna-se elemento central na formação do custo final no interior do Brasil.
No campo dos fundamentos, o cloreto de potássio manteve-se estável, enquanto o MAP voltou a registrar alta nas últimas três semanas após uma queda acentuada. A ureia, por sua vez, também apresentou mudança de trajetória no período recente.


















