O ex-agente da Polícia Federal Newton Hidenori Ishii, conhecido nacionalmente como o “Japonês da Federal” e nomeado secretário adjunto de Governo da Prefeitura de Cuiabá, já foi preso e condenado por facilitação de contrabando, em 2016, na fronteira Brasil-Paraguai. Em 2020, a Justiça Federal confirmou a condenação com a perda de seu cargo na Polícia Federal e multa de R$ 200 mil. O processou transitou em julgado.
Antes disso, Ishii ganhou notoriedade durante a Operação Lava Jato, que teve início em 2014, quando aparecia escoltando presos de grande repercussão, como Nestor Cerveró. Ele tentou visitar Lula quando ele estava preso na superintendência da PF em Curitiba (PR), mas o presidente se negou a recebÊ-lo.
No livro “O Carcereiro: o Japonês da Federal e os presos da Lava Jato”, o jornalista Luís Humberto Carrijo revela que Newton Ishii estava aposentado da sua carreira na polícia federal que teve início na década de 70, em plena ditadura militar, quando foi uma portaria da União o convocou para integrar a operação nacional.
No auge da popularidade, ele cogitou disputar cargos políticos, se filiou ao partido Patriota, foi homenageado com boneco de Olinda e tema de marchinha de Carnaval. “Ele bate na sua porta e te dá voz de prisão. O japa da federal tá entrando em ação. Ele vai logo pra cima o cara é bom de karatê”, diz trecho da música.
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Depois da condenação e aposentadoria ele participou de diversos eventos e palestras sobre ética.
Mesmo com o histórico criminal, a prefeitura afirma que Ishii atuará na articulação institucional e na implementação de práticas de compliance, com foco em eficiência administrativa. “Newton é uma figura conhecida, experiente e inteligente”, declarou o prefeito Abilio Brunini (PL) ao justificar o convite.



















