A arquiteta mexicana Elina Chauvet é a artista por trás de uma instalação itinerante que visa conscientizar e combater a violência de gênero. Intitulada Zapatos Rojos (sapatos vermelhos, em tradução livre), a montagem já foi realizada em diversas cidades da Europa, América Latina e Estados Unidos.
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Manifesto contra a violência de gênero
Há mais de uma década, Chauvet exibe centenas de calçados vermelhos em espaços públicos ao redor do mundo em uma espécie de manifesto. Os sapatos representam vítimas de violência de gênero, e são uma forma de chamar atenção para o tema, além de demonstrar solidariedade e empatia com as mulheres e seus familiares.


Em uma das exibições, realizada na praça histórica da Cidade do México, os pares de sapatos foram pintados de vermelho pela própria artista, ao lado de ativistas e entes queridos de vítimas de feminicídio. De acordo com a artista, a cor vermelha simboliza o sangue derramado, ao mesmo tempo, que, na sua visão, faz menção aos conceitos de mudança, esperança e amor.

Contexto histórico
Na primeira vez em que a instalação foi realizada, em 2009, Elina Chauvet reuniu 33 pares de sapatos vermelhos em memória das jovens mulheres que foram assassinadas, torturadas ou que estavam desaparecidas, na cidade de Juárez, no México.
A região ficou marcada, na década de 1990, pela violência contra mulheres por se tratar de uma cidade de livre comércio e fronteiriça com os Estados Unidos. O local também foi escolhido por seu significado: o contexto social serviu de cenário para que, na época, a antropóloga mexicana Marcela Lagarde adaptasse e popularizasse o termo feminicídio.


