Uma pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 85% dos brasileiros defendem a regulação das redes sociais, enquanto 7% discordam e 8% não concordam e nem discordam. O levantamento revela ainda que o projeto é ainda mais expressivo entre os eleitores de esquerda, onde chega a 94%, mas também apresenta alto índice entre os de direita, com 75%.
Levantamento do Instituto Locomotiva revela ainda que o projeto é ainda mais expressivo entre os eleitores de esquerda, onde chega a 94%, mas também apresenta alto índice entre os de direita, com 75%
Ainda, 81% dos entrevistados concordam que eles estão vulneráveis sem regulação. Já 9% discordam e 10% não concordam e nem discordam.
Governo e as big techs
O governo federal deve se reunir com representantes no Brasil da Meta — responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp — além de Google e TikTok, para apresentar o texto da proposta de regulamentação das redes sociais.
Segundo o texto, a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, teria competência para determinar a exclusão de publicações. A medida seria direcionada a conteúdos relacionados a crimes como racismo, exploração sexual infantil, incentivo ao suicídio e ataques contra o Estado Democrático de Direito.
As empresas que descumprirem as determinações poderão sofrer suspensão temporária, além de estarem sujeitas a sanções como multas, advertências e a exigência de manter representação legal no país, a fim de facilitar a comunicação com autoridades e usuários brasileiros.
Nesta manhã, em entrevista à Itatiaia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a regulação das big techs no Brasil, mesmo após a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em tarifas "substanciais" aos países que "atacam" as corporações dos EUA.