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Cotidiano Quinta-feira, 28 de Agosto de 2025, 13:51 - A | A

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AGOSTO LILÁS

Fórum de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar, reúne mais de 230 pessoas em Primavera

O encontro integrou diversos entes da rede de proteção e sociedade civil organizada, para discutir importantes temas

VILMAR KAIZER

Na última terça-feira, 26, Primavera do Leste sediou um importante Fórum voltado ao enfrentamento e à prevenção da violência doméstica e familiar: o segundo Fórum da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar de Primavera do Leste.

O evento teve a iniciativa do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, em parceria com as instituições que compõem a Rede de Enfrentamento e foi realizado em parceria com outras entidades que apoiam o trabalho desenvolvido no município.

De acordo com a presidente do Conselho, Myrian Walacheki, ao todo, cerca de 230 pessoas participaram, entre representantes de órgãos públicos, entidades civis e sociedade em geral.

"Durante a programação, foram abordados temas centrais para o fortalecimento da rede de apoio às vítimas e para a busca de soluções que contribuam na redução dos índices de violência", destaca a presidente.

Entre os palestrantes, destacaram-se especialistas de diferentes estados: o doutor Paulo Nicásio, de Governador Valadares (MG), tratou do papel do homem no combate à violência doméstica familiar.

Já o psiquiatra Leonardo, vindo de Brasília, trouxe reflexões sobre os impactos da violência no núcleo familiar, especialmente em casos de feminicídio.

Também participaram a doutora Tessaline (promotora de Justiça), com um painel sobre os altos índices de feminicídios no Brasil, e a delegada da PJC de Cuiabá, Jorgiletty, que ressaltou a importância da denúncia e da intervenção da rede diante de situações de risco.

"Muitas pessoas não conseguem romper o vínculo, mesmo diante de situações de violência, então é necessário pessoas de fora intervirem neste contexto", destaca a presidente do CMDM.

Outro painel de destaque foi a apresentação da doutora Rejane, que detalhou o trabalho desenvolvido em Primavera junto aos autores de violência na cadeia pública. "Sobretudo em relação aos resultados que nós obtemos hoje, de uma realidade de não feminicídio há quase cinco anos, é resultado deste trabalho que vem sendo feito", avalia Myrian. 

Ainda, segundo ela, "o programa de acompanhamento e ressignificação de comportamentos já atendeu cerca de 190 homens em três anos, com apenas duas reincidências registradas". O resultado positivo, segundo ela, contribui para que o município não registre casos de feminicídio há quase cinco anos.

O Fórum também reforçou a atuação voluntária de diferentes instituições da rede de enfrentamento, incluindo a Polícia Militar e a Polícia Judiciária Civil, que assumem funções extras para garantir apoio e acolhimento às vítimas.

A avaliação geral de que o encontro não apenas qualificou os profissionais envolvidos, mas também abriu espaço para reflexão sobre o papel de cada indivíduo na luta contra a violência. “Quando a dor do outro, quando o sofrimento do outro já não me incomoda, é sinal de que estamos perdendo a nossa humanidade”, finaliza Myrian.

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