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Cotidiano Quinta-feira, 28 de Agosto de 2025, 13:25 - A | A

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Ensaios clínicos em humanos 

Vacina contra dependência de cocaína e crack avança na UFMG

Calixcoca entra em nova fase de estudos após resultados promissores em animais e pode começar testes em humanos nos próximos anos

Por 
Victor Veloso — Belo Horizonte
Foto-Fundep

A vacina Calixcoca, desenvolvida pela UFMG contra a dependência de cocaína e crack, entrou em uma nova fase de estudos após apresentar resultados positivos em testes com camundongos. A etapa pré-clínica mostrou não apenas a produção de anticorpos, mas também a redução de abortos espontâneos em ratos expostos à droga.

Segundo o secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Bacheretti, os filhotes nasceram mais saudáveis e resistentes.

“Diminuindo então a dependência, diminuindo os efeitos da droga, especialmente uma parte da população que nos preocupa. Os fetos dos camundongos nasceram com uma saúde muito melhor mesmo em consumo de cocaína e crack. É importante que é um grupo social que sempre preocupa a saúde. Em gestantes, usuárias de crack, cocaína, houve um aumento muito grande de crianças prematuras e que nascem com dependência. Elas já nascem já com efeitos da droga por estar dentro do útero de mulher que consome. Então são alguns fatores que essas pesquisas já demonstraram e são muito promissores.”

Vacina faz o organismo produzir anticorpos, impedindo que a droga alcance o cérebro. — Foto: Governo de Minas Gerais

Vacina faz o organismo produzir anticorpos, impedindo que a droga alcance o cérebro. — Foto: Governo de Minas Gerais 

Ensaios clínicos em humanos 

A fase iniciada agora deve se estender por quatro anos. Primeiro, serão realizados testes em laboratório e, em seguida, em humanos, como explica o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Fernando Reis.

“Nosso projeto, com duração estimada de quatro anos e possibilidade de extensão, inicia-se com a fase de verificação pré-clínica da eficácia da vacina. Em seguida, será conduzida a primeira fase de ensaios clínicos. A conclusão desta etapa está prevista em até quatro anos, incluindo os testes em humanos, que esperamos iniciar entre o terceiro e o quarto ano. Para a execução deste projeto, contamos com financiamento garantido do governo de Minas Gerais, além de outras fontes de apoio”, afirma.

Anúncio sobre o avanço da vacina foi feito pela UFMG. — Foto: Victor Veloso

Anúncio sobre o avanço da vacina foi feito pela UFMG. — Foto: Victor Veloso

 

O Governo de Minas já investiu R$ 18,8 milhões no projeto. Novos aportes devem ser feitos até 2027, em parceria com a Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais). 

Proteção para dependentes 

Diferentemente das vacinas já testadas em outros países, a Calixcoca faz o organismo produzir anticorpos que se ligam à cocaína no sangue, impedindo que a droga alcance o cérebro e bloqueando seus efeitos.

O projeto também recebeu reconhecimentos importantes, como o Prêmio Euro Inovação na Saúde e o Prêmio Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica.

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