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Conforme as agências americanas

Trump ordenou que soldados e navios entrassem em águas da Venezuela

Uma autoridade afirma que Trump pediu um 'menu de opções' e que todas as possibilidades 'estão na mesa', não descartando uma operação para mudança de regime

 
 
CBN 
Foto-CBN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou para que os sete navios de guerra transportando 4.500 pessoas, incluindo três contratorpedeiros com mísseis guiados e pelo menos um submarino de ataque, adentrasse em águas venezuelanas. Apesar disso, não há uma confirmação oficial sobre uma invasão ao país.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (29) pela agência de notícias americana Axios.

Segundo a reportagem, nem mesmo os conselheiros próximos ao presidente dos EUA tem certeza sobre a operação, se seria para combate ao tráfico de drogas (como vem sendo falado oficialmente) ou uma tentativa de mudança de regime em Caracas. 

'Isso é 105% sobre narcoterrorismo, mas se Maduro não estiver mais no poder, ninguém vai chorar', disse um funcionário do governo Trump para a Axios. 

Uma outra autoridade afirma que Trump pediu um 'menu de opções' e que todas as possibilidades 'estão na mesa'.

Nesta sexta-feira (29), Maduro afirmou que o que estão tentando fazer com a Venezuela 'é imoral, criminoso e ilegal'.

 

Equipes em navio de guerra dos Estados Unidos. — Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA

Nessa quinta (28), ele disse que não tem como os Estados Unidos entrarem no país. A fala ocorreu em uma mobilização para militares, no mesmo dia em que as frotas de guerra americanas se aproximaram do território venezuelano.

Os EUA se recusam a falar sobre o que farão. Questionados sobre uma possível invasão, não deixaram claro o que irá acontecer, apenas informando que pretendem usar 'toda a força possível'. 

'Após 20 dias contínuos de anúncios, ameaças, guerra psicológica, após 20 dias de cerco à nação venezuelana, hoje estamos mais fortes do que ontem, hoje estamos mais bem preparados para defender a paz, a soberania e a integridade territorial', afirmou Maduro. 

O presidente da Venezuela completou dizendo que eles [EUA] 'não conseguiram, nem conseguirão. Não há como entrar na Venezuela'.

Maduro convocou uma segunda rodada de alistamento para esta sexta-feira (29) e sábado (30) para a Milícia Bolivariana, um componente militar formado por civis com forte foco ideológico, com objetivo de enfrentar uma ameaça externa.

A expectativa é que esses convocados entrem no número de 4,5 milhões de milicianos pedidos por Maduro em resposta as 'ameaças' dos Estados Unidos.

Nos últimos dias, o Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou as primeiras imagens do navio de guerra a caminho da costa da América do Sul. O objetivo, de acordo com as informações oficiais, é o combate ao narcotráfico na região. Trump vem chamando as organizações como terroristas globais.

O grupo é liderado pelo navio USS Iwo Jima, que teve mais imagens reveladas. Eles partiram do porto de Norfolk, Virgínia, depois de retornarem por conta de um furacão que atingia a região.

Os navios que compõem o grupo são o de assalto USS Iwo Jima, o de transporte USS San Antonio e o de desembarque USS Fort Lauderdale. Eles transportam cerca de 4,5 mil militares, além de 2,2 mil fuzileiros navais.

O Pentágono ainda não anunciou que tipo de exercícios ou ações planeja realizar com a implantação.

Os EUA anunciaram uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem a uma prisão ou condenação de Maduro.

Antes mesmo de Trump assumir o poder, o governo Biden já havia revelado um cartaz de Maduro em janeiro, oferecendo uma recompensa de US$ 25 milhões na época. 

Ainda sob o governo de Joe Biden, em janeiro, os EUA divulgaram um cartaz com a foto de Maduro, oferecendo uma recompensa de US$ 25 milhões.

Depois do anúncio de Trump, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez, rebateu todas as acusações. Ele classificou tudo que foi falado pelo governo americano, através dos departamentos de Estado e Justiça, como 'tolas'.

Ele comparou as tentativas de 'ataque' aos venezuelanos a um 'filme de faroeste hollywoodiano'. 

'O cinismo do governo americano não tem limites, querem nos dar lições de democracia quando seu próprio governo desrespeita sistematicamente suas próprias leis, governando arbitrária e caprichosamente', disse na época. 
Presidente dos Estados, Donald Trump, em entrevista coletiva. — Foto: Mandel NGAN / AFP

Presidente dos Estados, Donald Trump, em entrevista coletiva. — Foto: Mandel NGAN / AFP

 

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