A educadora parental Carolina Amorim afirmou ao HNT TV Entrevista que as crianças são as principais vítimas em processos de separação conflituosos. Segundo ela, quando há disputas marcadas por mágoa, ciúme ou desejo de vingança, os filhos acabam sendo usados como instrumento para atingir o outro genitor, e a conta emocional recai justamente sobre quem é mais vulnerável.
Carolina destacou que a alienação parental pode gerar consequências profundas a médio e longo prazo. "Vai gerar para todos os envolvidos, mas na criança o impacto é maior porque ela é mais suscetível e está em desenvolvimento", explicou. Embora tenha mais tempo de vida para elaborar essas dores, o dano emocional pode comprometer vínculos, autoestima e segurança afetiva.
A educadora também chamou atenção para a origem desses comportamentos. Para ela, o ciúme está ligado ao apego e à insegurança. "Quando eu mapeio essa dor, eu entendo de onde ela vem. O problema é agir a partir dela e levar toda a família para um lugar de mais sofrimento", afirmou.
Segundo Carolina, muitos pais não percebem que, ao agir movidos pela própria dor, criam um ciclo de consequências negativas. Ela defende que é preciso interromper esse fluxo antes que os prejuízos se tornem ainda maiores, principalmente para os filhos.
A orientação é clara: buscar ajuda profissional e olhar para as próprias feridas emocionais. "É preciso parar, refletir e procurar apoio, como terapia, para não transformar a dor do adulto em trauma para a criança", concluiu.
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