Os vereadores da Câmara de Cuiabá protocolaram quatro Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). A articulação relâmpago realizada desde a semana, deve impedir a abertura de uma investigação contra o ex-chefe de gabinete e ex-secretário de Trabalho de Cuiabá, Willian Campos.
Isso porque o regimento interno da Casa só permite cinco CPI's simultâneas, e com os pedidos, e a CPI da CS Mobi em andamento, o limite máximo seria atingido.
Na semana passada, o vereador Daniel Monteiro (Republicanos), requereu a instalação de uma CPI contra o ex-secretário, contudo, sem revelar a o objeto da investigação. Durante a Sessão Plenária, e em entrevista à imprensa, Monteiro havia aventado a estratégia da base governista com o objetivo de barrar a investigação dele.
OPERAÇÃO "ABAFA"
A CPI da CS Mobi ‘2.0’, está em andamento, ele é presidida pelo vereador Dias (Cidadania), e investiga o processo licitatório do contrato de concessão do estacionamento rotativo e a empresa Promulti Engenharia.
Além dela, foram propostas no últimos dias, e possuem assinatura necessárias, para ter anterioridade a de Daniel, a CPIs do Cuiabanco, proposta pelo líder do Governo, Dilemário Alencar (União). Ele pretende investigar o aporte de R$ 25 milhões no Fundo Municipal de Aval Garantidor.
Ilde Taques (PSB) quer investigar as TACs e Outorga Onerosa, e a lisura em processos da Secretaria de Meio Ambiente entre 2019 e 2024.
Demilson Nogueira (PP), quer uma CPI das Despesas Sem Empenho, e foca na execução sistemática de gastos sem o prévio empenho na Prefeitura.
Enquanto Eduardo Magalhães (Republicanos), quer apurar o déficit na educação, e o suposto descumprimento do investimento constitucional de 25% no ensino e um rombo de R$ 131 milhões.
Com a estratégia das quatro novas CPIs, o pedido de Daniel Monteiro fica na fila de espera, sem previsão de instalação, já que as comissões atuais têm prazos de 120 dias, podendo ser prorrogados.
DENÚNCIA
O caldo entornou para o ex-secretário Willian Leite na última sexta-feira quando uma denúncia de assédio moral e sexual contra uma ex-assessora veio a público.
Porém desde o início do ano, o nome do secretário está envolto a polêmicas e pressão da Câmara. Até então homem de confiança do prefeito Abilio Brunini (PL), e foi este quem tornou público que havia requerido uma investigação contra Leite, na Polícia Civil, e no Ministério Público, por supostas ‘falácias’ contra o ex-secretário, mas sem revelar o motivo da denúncia.
Já na semana passada, Abilio fez uma nova publicação afirmando que o MP havia isentado Leite por falta de provas.
Contudo, a oposição, encabeçada por Daniel Monteiro, continuou a pressionar aos demais vereadores para assinar o pedido de investigação contra Leite, mas sem divulgar o objeto da investigação.
A recusa dos parlamentares em assinar, e a movimentação por outras CPI´s fez Daniel revelar o que ocorria nos bastidores, sendo uma suposta tentativa de blindar a gestão.
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