Os áudios foram atribuídos aos vereadores Jefferson Siqueira (PSD) e Demilson Nogueira (PP). Nas mensagens que supostamente teriam sido trocadas em um grupo de WhatsApp integrado pelos 27 vereadores, os dois demonstram estar indignados por supostos ataques da imprensa local e articulam uma reação coordenada, chegando a citar nominalmente alguns veículos de comunicação.
O motivo da revolta dos parlamentares seriam mensagens privadas que foram vazadas anteriormente. Estas supostamente tratariam de uma discussão entre a presidente da Casa, Paula Calil (PL), e a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade).
Demilson defendeu uma reação conjunta dos parlamentares. Nos áudios, sugeriu que as assessorias dos vereadores levantem informações sobre contratos e repasses de verbas públicas a veículos de comunicação, incluindo recursos do Governo do Estado, da Assembleia Legislativa e das prefeituras.
“Está precisando que todos nós venhamos a falar. Se vocês toparem, na próxima sessão eu sou o primeiro a tocar no assunto”, afirmou.
Ele ainda propôs que a Presidência convoque reunião para tratar do tema e sugeriu um “contra-ataque” articulado, com uso das redes sociais dos vereadores.
Enquanto isso, Jefferson afirmou que a divulgação do embate teria sido usada para “descredibilizar” o Legislativo.
O parlamentar ainda contou que pretende acionar judicialmente sites que, segundo ele, estariam divulgando conteúdos ofensivos.
“Todo dia estou com um processinho novo. O que eu pegar de dinheiro dessa turma vou doar para instituições filantrópicas”, disse em um dos trechos.
Racha interno e pacto quebrado
As mensagens também expõem fissuras dentro do próprio grupo. Houve críticas ao tenente-coronel Dias, citado como alguém que teria rompido um acordo interno ao se manifestar publicamente sobre o assunto.
Dias havia concedido entrevista na qual afirmava ser contra a “venda” das férias pelos vereadores, direito adquirido recentemente. Porém, ele mesmo vendeu 10 dias, conforme publicação no Diário Municipal.
Para Jefferson, atitudes isoladas fragilizam o bloco e ampliam a exposição negativa da Casa.
O HNT entrou em contato com a Câmara, que não se manifestou até o momento.



















