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Política Sábado, 10 de Janeiro de 2026, 12:04 - A | A

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VETO

Medeiros acusa Lula de fazer jogo duplo ao vetar PL da Dosimetria

Deputado afirma que presidente articulou a aprovação no Congresso, mas recuou para agradar ala radical da base aliada

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O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que o presidente Lula (PT) fez “jogo duplo” ao vetar o Projeto de Lei da Dosimetria, que reduziria as penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo Medeiros, o apoio à aprovação do texto no Congresso foi um gesto político voltado ao exterior, enquanto o recuo ocorreu após repercussão negativa junto à base governista mais radical.

“Quem fez força, quem correu atrás de votos, foi o governo. Houve até desentendimento entre a ala mais beligerante do PT e o líder do governo no Senado. Quando deu ruído com a base radical, Lula vetou”, afirmou.

Para o parlamentar, Lula adotou um discurso duplo para sinalizar virtudes ao exterior, na tentativa de preservar a imagem do governo junto à comunidade internacional. Já o veto teve como objetivo demonstrar força política para sua base no Brasil.

“Para fora, Lula fala uma coisa; para dentro, faz outra. Lula precisava, acima de tudo, agradar a Casa Branca e livrar a cara do Alexandre de Moraes e a dele também. Ele está fazendo esse joguinho de cena porque não quer que lá fora pareça que estamos em um regime parecido com o da Venezuela”, disse.

Diante do veto, deputados da oposição iniciaram a coleta de assinaturas para convocar uma sessão extraordinária do Congresso Nacional com o objetivo de derrubar a decisão presidencial.

“Esse projeto não nos atende. Mas, da nossa parte, não haverá nenhum empecilho para que essas pessoas tenham sua liberdade devolvida. Por isso, estamos colhendo assinaturas. Esse projeto atendeu a várias vontades: a do Hugo Motta e do Davi Alcolumbre, que precisavam cumprir o acordo de pautar a anistia, e a do Lula, que precisava atender à Casa Branca”, afirmou.

Medeiros também criticou as penas que considera desproporcionais aplicadas a pessoas que vandalizaram prédios públicos e àquelas que sequer participaram de atos de depredação.

“Pessoas que estavam apenas no gramado receberam penas absurdas. A liberdade delas pode ser devolvida a qualquer momento, se o Supremo quiser. Não tenho dúvida de que é necessário votarmos essa gambiarra que foi colocada aí, mesmo sem nos atender plenamente neste momento. Um dos envolvidos morreu, e esse sangue está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes”, concluiu.

 

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