Pereira Alves C/ Assessoria
Da Redação
Foto-ND Demais
Os deputados federais de Mato Grosso, José Medeiros (PL) e o vice-líder da oposição na Câmara Federal, Coronel Assis (União Brasil-MT), decidiram aderir ao movimento liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que realiza uma caminhada de Minas Gerais até Brasília em protesto pela soltura dos presos envolvidos nos ataques aos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.
Assis anunciou que deixou Mato Grosso terça-feira (20) para se encontrar com o grupo, que iniciou a mobilização segunda-feira (19). O deputado federal José Medeiros (PL-MT) e o ex-deputado estadual Ulysses Moraes estão entre os mato-grossenses que também buscam se juntar à caminhada até Brasília, onde está previsto um ato político no domingo (25).
De Primavera do Leste a vereadora Gislaine Yiamashita também está participando da caminhada. Gislaine é presidente do PL Mulher de Mato Grosso e presidente municipal do Partido Liberal.
A mobilização tem como objetivo pressionar o Congresso pela votação do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado anteriormente pelos parlamentares, além de fomentar o debate sobre a prisão humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está detido no Presídio da Papuda. Nikolas iniciou a caminhada em Paracatu (MG) e pretende percorrer cerca de 240 quilômetros até Brasília, pela BR-040.
O grupo já ultrapassou os primeiros 36 quilômetros do trajeto. Assis saiu de Barra do Garças, após cumprir agendas com lideranças políticas, e deve se juntar à comitiva ainda nesta tarde, no trecho que cruza o estado de Goiás. “Caminhar até Brasília é uma forma pacífica de chamar a atenção para um grave desequilíbrio institucional no país e para a supressão de garantias fundamentais de cidadãos e lideranças políticas”, afirmou Nikolas.
Para Coronel Assis, este é o momento de somar forças a um movimento que, embora simbólico, amplia a visibilidade do que ele classifica como tratamento político desigual, marcado por investigações sem provas robustas e conduzidas com viés ideológico. “O tratamento dado aos presos do 8 de Janeiro é claramente desproporcional. E o direcionado ao ex-presidente é desumano e uma clara tentativa de eliminá-lo do jogo político por meio do Judiciário, o que configura uma ameaça direta à democracia”, declarou o vice-líder da oposição. Assis também destacou que decisões judiciais que afastam Bolsonaro da vida pública não atingem apenas um indivíduo, mas milhões de eleitores que se sentem representados pelo ex-presidente. “A criminalização de adversários políticos cria um precedente perigoso e rompe com o princípio da igualdade perante a lei”, reclama.
Além de Coronel Assis e José Medeiros, outros deputados federais, como Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE), Zé Trovão (PL-SC) e Carlos Jordy (PL-RJ), já confirmaram presença em trechos do percurso ou apoio direto à mobilização. Vereadores e lideranças conservadoras também acompanham o movimento, que deve ganhar novos reforços na chegada à capital federal.




















