Ildefonso Nilo da Silva Neto, que atuava como assessor do deputado estadual Júlio Campos (União) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) foi exonerado, nesta quinta-feira (22).
A demissão, publicada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa (ALMT), ocorre 48 horas após Ildefonso ser alvo da Operação Déjà Vu, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um esquema de corrupção e inserção de dados falsos na Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá.
Ildefonso, que atuava como servidor comissionado na ALMT desde 2023, é um dos alvos das medidas cautelares impostas pela Justiça. O grupo é suspeito de "limpar" o nome de devedores da capital de forma ilegal, causando um rombo milionário aos cofres públicos.
O ESQUEMA
A investigação aponta que, entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, o grupo invadiu o sistema GATweb, plataforma que faz a gestão da dívida ativa tributária de Cuiabá. Utilizando credenciais de servidores públicos de forma indevida, os criminosos realizaram 133.430 cancelamentos irregulares de Certidões de Dívida Ativa (CDAs).
O prejuízo estimado pela Procuradoria Municipal chega a R$ 2,7 milhões. A fraude foi descoberta após o órgão notar uma queda atípica e sistemática nos registros de cobrança, encaminhando a denúncia à Polícia.
Além do agora ex-assessor parlamentar, a operação mirou ex-servidores da prefeitura e advogados. Ao todo, a lista de investigados que sofreram medidas cautelares, entre elas a proibição de acesso a órgãos públicos e uso de tornozeleira, em alguns casos inclui os exservidores municipais: Jefferson Antônio da Silva, Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira.
A advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro, além de Denner Bezerra de Oliveira, Pedro Otávio Campos, Rafael Figueiredo Martins da Silva, Diego Henrique Aguiar Couto, Orlando Rodrigues da Silva e Wilson Luiz da Costa Marques.



















