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SEM SURPRESAS

CPI da Saúde é oficializada com líder do governo e maioria da base de Mauro

Comissão vai investigar irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2023

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DA REDAÇÃO

A formação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde foi publicada nesta terça-feira (3) pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A comissão terá como objetivo investigar atos praticados no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, diante de denúncias de irregularidades em procedimentos licitatórios ocorridos entre 2019 e 2023, que culminaram na deflagração da Operação Espelho, conduzida pela Polícia Civil.

O colegiado será presidido pelo deputado Wilson Santos (PSD). Entre os membros titulares, três parlamentares integram a base do governador Mauro Mendes (União Brasil), incluindo o líder do governo na Casa, Dilmar Dal Bosco (UB), além de Beto Dois a Um (PSB) e Chico Guarnieri (PRD). Também compõe a CPI a deputada Janaina Riva (MDB).

Na suplência foram indicados os deputados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio (PSB) e Thiago Silva (MDB). A composição segue a previsão inicial dos parlamentares de maioria da governista, uma vez que é a mesma proporção na formação da Casa. 

POLÊMICA

A CPI da Saúde foi instaurada em meio a controvérsia. O requerimento teve a coleta de assinaturas iniciada pelo deputado Wilson Santos ainda em 2023, mas só foi protocolado oficialmente neste ano. Três parlamentares chegaram a solicitar a retirada de suas assinaturas.

Apesar disso, como o pedido já havia sido lido em plenário e tramitava formalmente na Casa, a Procuradoria da Assembleia Legislativa decidiu pela continuidade da comissão.

Mesmo com a confirmação da CPI, os blocos parlamentares demoraram a indicar seus representantes, à exceção do bloco “Experiência e Trabalho”, liderado por Wilson Santos. O que levou o presidente de ALMT, Max Russi (PSB), a dar um ultimato pela indicação dos nomes, fixando um prazo de cinco dias úteis, que venceria na quarta-feira.  

LEIA MAIS:  Após parecer da Procuradoria, Max fixa prazo de 5 dias para formação de CPI 

 

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