O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o presidente Lula (PT) a participar de um Conselho de Paz mundial que ele, Trump, idealizou. Ainda não está claro como esse conselho funcionaria na prática, quais seriam seus mecanismos de decisão ou qual seria o alcance de suas deliberações.
O que já se sabe, no entanto, é que o republicano pretende escolher pessoalmente os integrantes desse conselho. Seria também ele quem definiria a pauta dos debates. E, ao final, Trump - e apenas Trump - teria poder de veto sobre qualquer decisão tomada.
Na prática, o conselho proposto por ele enterraria de vez o já inoperante Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que, em tese, cumpre hoje a mesma função de mediação e garantia da paz internacional que o novo órgão americano pretende exercer.
Trata-se de uma armadilha política de difícil saída para Lula. Se aceita o convite, submete-se às regras, à agenda e à vontade de Trump. Se rejeita, ficará exposto às potenciais retaliações de um presidente conhecido por usar o poder americano como instrumento de pressão política e diplomática.

















