A Associação de Apoio aos Pacientes Oncológicos de Cuiabá (Aapoc) divulgou nota pública de repúdio após a repercussão da fala do presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), que mencionou o tratamento oncológico da secretária de Comunicação da cidade, Paola Carlini, durante sessão do Legislativo.
A manifestação foi publicada nas redes sociais da entidade na noite desta semana e classifica como “discriminação” a exposição da condição de saúde de uma paciente oncológica no ambiente institucional.
Na nota, a AAPOC afirma que “é inaceitável que, em pleno século XXI, pessoas que já enfrentam a dura realidade de um diagnóstico de câncer ainda tenham que lidar com preconceito, constrangimento ou exclusão social”.
A associação reforça que “o câncer não define o caráter, a capacidade ou o valor de ninguém” e que a luta contra a doença exige “coragem, fé e dignidade”, não podendo ser utilizada como motivo de julgamento ou tratamento desigual.
O texto também destaca que discriminação por condição de saúde fere princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana e o direito à igualdade.
“Não nos calaremos diante do preconceito. Somos AAPOC. O câncer não espera”, conclui a nota, assinada pela presidente da entidade, Janaina Santana.
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A publicação gerou dezenas de comentários de apoio à posição da entidade. Entre as manifestações, internautas classificaram o episódio como “lamentável” e “absurdo”, defendendo respeito e empatia com pacientes oncológicos.
A vereadora Gisa Barros também comentou na postagem, afirmando: “Aproveito a oportunidade para pedir desculpas em nome da Câmara”.
CONTEXTO
A polêmica teve início após Wanderley Cerqueira citar o tratamento de câncer enfrentado por Paola Carlini ao cobrar esclarecimentos sobre um contrato de R$ 1,5 milhão da Secretaria de Comunicação.
Após a repercussão negativa, o presidente da Câmara divulgou nota de retratação, afirmando que não teve intenção pejorativa ao mencionar a condição de saúde da secretária e pediu desculpas por ter exposto uma informação que não era pública.
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Mesmo com o pedido de desculpas, entidades e representantes da sociedade civil continuam se manifestando sobre o caso.
CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA
"NOTA DE REPÚDIO
A Associação de Apoio aos Pacientes Oncológicos – AAPOC vem a público manifestar seu mais profundo REPÚDIO diante do episódio de discriminação sofrido por uma paciente oncológica em razão de sua condição de saúde na Câmara Municipal De VG.
É inaceitável que, em pleno século XXI, pessoas que já enfrentam a dura realidade de um diagnóstico de câncer ainda tenham que lidar com preconceito, constrangimento ou exclusão social.
O câncer não define o caráter, a capacidade ou o valor de ninguém. A luta contra a doença exige coragem, fé e dignidade — e jamais pode ser motivo de julgamento ou tratamento desigual.
Reforçamos que discriminação por condição de saúde fere princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e o direito à igualdade. Toda paciente oncológica merece respeito, acolhimento e empatia.
A AAPOC se solidariza com a paciente e reafirma seu compromisso inegociável com a defesa dos direitos, da dignidade e do respeito às pessoas em tratamento oncológico.
Não nos calaremos diante do preconceito.
SOMOS AAPOC
O Câncer não espera!
Janaina Santana
Presidente – AAPOC"



















