São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) da Polícia Civil paulista prendeu, nesta terça-feira (13), três suspeitos de serem mandantes do assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes, em setembro de 2025, em Praia Grande, na Baixada Santista.
Entre os detidos está Fernando Gonçalves dos Santos, o Azul, um dos líderes do PCC, além de outros dois criminosos conhecidos Marcio Serapião de Oliveira, apelidado de Velhote, e Manoel Alberto Ribeiro Tiexeira (Manoelzinho).
O Estadão busca contato com a defesa dos três detidos. Assim que conseguir, esta reportagem será atualizada.
A Polícia Civil de São Paulo realizou hoje uma operação para cumprir mandados judiciais na segunda fase da investigação sobre a execução do ex-delegado.
A ação teve como objetivo cumprir 13 mandados de busca e apreensão, além de cinco mandados de prisão temporária relacionados ao crime e mobilizou 80 policiais civis e 37 viaturas dos departamentos envolvidos.
Morte por vingança
O ex-delegado-geral foi assassinado a mando do alto escalão do PCC (Primeiro Comando da Capital) como vingança, segundo informou o Ministério Público paulista.
Ruy era conhecido por sua atuação contra a facção. Ele chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022.

Em 2006, foi o responsável por indiciar toda a cúpula do PCC, inclusive Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) ofereceu denúncia contra oito pessoas por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, favorecimento pessoal e por integrar organização criminosa armada.
A denúncia foi resultado da conclusão da primeira fase das investigações realizadas pela força-tarefa criada pela Secretaria de Estado da Segurança logo após a execução.

Relembre o caso
Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, foi baleado em uma emboscada enquanto saía da sede da Prefeitura da cidade, onde era secretário municipal de Administração. Ao menos 69 tiros foram disparados durante a ação.
O carro onde ele estava sofreu 29 perfurações. O ex-delegado-geral era monitorado por criminosos, segundo relatório do Ministério Público de 2024 que detalhava planos de atentados contra autoridades.


















