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ASSASSINATO

Casal de empresários de Primavera nega ter mandado matar advogado em Cuiabá

O motivo da morte seria uma disputa por terras, entre o advogado e o casal primaverense

DA REDAÇÃO

Linha fina: Julinere Bentos Goulart e César Jorge Sechi são acusados de serem os mandantes do assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em 2024; policiais militares investigados também foram ouvidos.

O casal de empresários de Primavera do Leste Julinere Bentos Goulart e César Jorge Sechi negou ter encomendado o assassinato do advogado Renato Gomes Nery, durante audiência de instrução realizada na quarta-feira (4), no Fórum de Cuiabá.

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A audiência foi conduzida pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal, e ocorreu entre 8h30 e 15h30. Os empresários são apontados pela investigação como mandantes do crime que resultou na morte do advogado em julho de 2024.

Também foram ouvidos como réus os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira, acusados de intermediar o homicídio e de fornecer a arma utilizada na execução. Todos os quatro permanecem presos.

Depoimentos
Segundo informações do processo, os empresários responderam apenas às perguntas feitas por suas defesas. Julinere afirmou que, na época dos fatos, já estava separada de César e que mantinha negociações com o advogado para firmar um acordo financeiro relacionado a um processo judicial, com valores estimados em cerca de R$ 25 milhões.

Ainda conforme a versão apresentada, o acordo teria sido posteriormente firmado com a família do advogado, que deu continuidade às tratativas iniciadas ainda em vida por ele.

Já César declarou que residia em Juara antes de 2019 e que não mantinha contato frequente com a ex-esposa. Ele também afirmou que não tinha interesse direto na disputa envolvendo a vítima.

Entre os policiais militares investigados, Jackson optou por permanecer em silêncio, alegando não ter tido acesso integral às provas da investigação. Ícaro, por sua vez, negou envolvimento na entrega da arma utilizada no crime e afirmou que sua escala de serviço indicaria impossibilidade de contato com outros investigados no período do homicídio.

Questionamentos sobre provas
Durante a audiência, a defesa de um dos réus levantou questionamentos sobre uma escuta ambiental instalada em um escritório de advocacia em Cuiabá durante a segunda fase da Operação Office Crime.

Segundo a defesa, parte dos autos relacionados às interceptações telefônicas e apreensões de equipamentos eletrônicos teria sido disponibilizada apenas recentemente às equipes jurídicas, que ainda não teriam tido acesso integral ao conteúdo das provas coletadas.
Com o encerramento da fase de instrução, o juiz abriu prazo de cinco dias para que as partes apresentem novos requerimentos. Em seguida, o processo seguirá para as alegações finais, antes da decisão judicial sobre o envio ou não do caso ao Tribunal do Júri.

Investigação
De acordo com a investigação da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, o casal mantinha uma longa disputa judicial com o advogado envolvendo uma área rural avaliada em cerca de R$ 30 milhões no município de Novo São Joaquim.

Parte da propriedade havia sido recebida por Renato Nery como pagamento de honorários advocatícios após mais de 30 anos de atuação em um processo. Meses antes de morrer, ele teria obtido decisão judicial que bloqueou o arrendamento de cerca de R$ 2 milhões da área, fato apontado como possível motivação para o crime.

O crime
O advogado foi baleado no dia 5 de julho de 2024, ao chegar ao escritório localizado na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele foi atingido por um disparo na cabeça.
Renato Nery chegou a ser socorrido e encaminhado ao Complexo Hospitalar Jardim Cuiabá, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte, aos 72 anos.

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