Durante a investigação da Operação Smoke, a Polícia Civil identificou que o advogado Gustavo Barros dos Santos visitou, dentro da unidade prisional, Joseph Ibrahim Khargy Júnior, apontado como herdeiro do chefe do Comando Vermelho, Paulo Witer Farias, o “W.T.”. Segundo os autos, a visita não havia sido solicitada pela família ou pelo próprio detento, o que levantou suspeitas sobre a real motivação do encontro.
De acordo com o relato de Joseph, o advogado teria afirmado que poderia garantir uma decisão favorável mediante o pagamento de R$ 250 mil, sustentando possuir acesso direto a um assessor de um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Ainda segundo o depoimento, Gustavo reforçou que esse contato privilegiado seria suficiente para viabilizar o resultado pretendido.
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Além da quantia em dinheiro, o advogado teria exigido como garantia a penhora de um automóvel de alto valor, até que o montante fosse integralmente quitado.
As investigações apontam que Gustavo atuava em conjunto com Dimas Pimentel Barroso, responsável pelas primeiras tratativas e pelo contato direto com os familiares do preso. Ambos foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta quarta-feira (4), em Cuiabá.
Joseph Ibrahim Khargy Júnior está preso desde 2025, quando foi detido na Operação Tempo Extra. Na ocasião, a polícia o identificou como sucessor de “W.T.”, que havia sido capturado meses antes. Joseph é apontado como líder de atividades ligadas ao tráfico de drogas em diferentes regiões da capital e como mandante de homicídios.


















