O presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (ACS-MT), sargento Laudicério Machado, cobrou uma resposta rápida do Poder Judiciário após a prisão do assassino do sargento Odenil Alves Pedroso. Raffael Amorim de Brito foi preso na quarta-feira (7), em operação conjunta das forças de segurança de Mato Grosso e do Rio de Janeiro.
Ainda na quarta-feira, a equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) pediu à Justiça fluminense que o acusado seja trazido para Mato Grosso. O secretário de Segurança Pública, César Roveri, disse que ele deverá ficar na ala de segurança máxima da Penitenciária Central do Estado (PCE).
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“Esperamos que ele seja imediatamente recambiado para Mato Grosso e que o Judiciário atue com rigor. Crimes praticados contra policiais em serviço precisam receber resposta rápida e contundente do Estado”, disse Laudicério Machado.
O presidente da associação disse, ainda, que o assassinato de Odenil Alves Pedroso foi um ataque direto ao Estado, à Polícia Militar e aos policiais militares.
“O assassinato do sargento Odenil não pode ser tratado como apenas mais um número nas estatísticas da violência. Foi um ataque direto ao Estado, à Polícia Militar e a todos os homens e mulheres que vestem a farda e saem de casa sem a certeza de voltar. A prisão do acusado demonstra que a impunidade não prevaleceu, mas a sociedade precisa compreender que justiça só se completa com condenação firme e exemplar. Nada trará o Odenil de volta, mas permitir que o autor desse crime fique impune seria uma segunda violência contra sua família e contra a própria instituição”, afirmou o presidente.
Em material distribuído à imprensa, a associação destaca que a morte de Odenil evidencia a vulnerabilidade a que estão submetidos os profissionais da segurança pública. Lembrou, ainda, que o militar foi morto em contraturno, quando atuava como guarda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Morada do Ouro.
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O ASSASSINATO DO SARGENTO
Na noite de 28 de maio de 2024, o sargento realizava serviço extra nas proximidades da unidade de saúde quando foi atingido por disparos efetuados por um homem em uma motocicleta. Após os tiros, o autor fugiu levando a arma do policial.
Odenil foi socorrido em estado grave, encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá e submetido a cirurgia, mas não resistiu. Ele integrava o 3º Batalhão da PM desde 1998.
A Polícia Civil investiga se a execução teria sido motivada por vingança. Uma das linhas apuradas relaciona o assassinato ao confronto ocorrido dois dias antes, em 26 de maio, quando Micael Oliveira Medeiros, de 25 anos, morreu em troca de tiros com a PM.

















