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Boas condições climáticas

Produção de azeite deve bater recorde em 2026

Clima favorece produção recorde de azeite no Brasil

Administração

 

 
Agrolink - Seane Lennon
 
Foto: Pixabay

A produção brasileira de azeite de oliva deve atingir em 2026 o maior volume da história da olivicultura nacional, superando os 640 mil litros registrados em 2023. A projeção foi apresentada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), que atribui o desempenho às condições climáticas observadas no atual ciclo produtivo. 

A atividade comercial da olivicultura no país teve início há cerca de duas décadas, com o desafio de produzir azeite extra virgem fora das condições tradicionais do Mediterrâneo. O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, afirmou que o setor avançou nesse processo. “Produzir azeites extra virgens de qualidade no hemisfério sul, em condições climáticas muito diferentes das do Mediterrâneo, sempre foi o nosso grande desafio. Esse desafio foi superado”, disse.

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Segundo o dirigente, o produto nacional vem sendo reconhecido em competições fora do país. “Eu não conheço um concurso internacional em que um azeite brasileiro participe e não saia com uma medalha. Se considerarmos a média dos azeites produzidos em cada país, o azeite brasileiro é o melhor do mundo em termos de qualidade”, afirmou Obino Filho.

Após o recorde de 2023, quando a produção chegou a 640 mil litros, o volume recuou nos dois anos seguintes em razão de condições climáticas adversas. Em 2024, a produção caiu para 340 mil litros e, em 2025, para 240 mil litros, impactada pelo excesso de chuvas e pela elevada umidade, fatores que interferem no desenvolvimento da oliveira. 

De acordo com o presidente do Ibraoliva, o período de retração levou o setor a revisar estratégias produtivas. “Em 2023, a nossa preocupação era com o mercado. Já em 2025, o foco passou a ser entender onde acertamos e onde erramos, com investimento forte em pesquisa”, afirmou.

Para 2026, a avaliação é de um cenário mais favorável. “Estamos sendo agraciados por condições climáticas positivas e vamos ter a maior safra da história da olivicultura brasileira, superando os 640 mil litros de 2023. Quem sabe possamos atingir o sonho de produzir 1 milhão de litros de azeite de oliva extra virgem no Brasil”, projetou Obino Filho.

Atualmente, a olivicultura brasileira reúne cerca de 550 produtores em aproximadamente 200 municípios nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. O Rio Grande do Sul concentra o maior número de produtores e responde pela maior parcela da produção nacional. “O caminho é seguir investindo em pesquisa, entendendo onde estamos acertando e onde ainda precisamos corrigir. Queremos nos colocar entre os principais produtores de azeite de oliva do mundo e temos qualidade para alcançar esse objetivo”, concluiu o presidente do Ibraoliva.

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