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Produtos básicos

Café, pimentão, manga: veja os alimentos que mais subiram de preço em 12 meses

Problemas climáticos que afetaram as colheitas geraram altas de diversos produtos

Administração

Por 
Daniela Walzburiech — Florianópolis-Globo Rural

Foto: Divulgação

 
 

inflação dos alimentos continua sendo um dos principais desafios para o consumidor brasileiro na tarefa de equilibrar as contas. Isso porque os reajustes mais expressivos atingem produtos básicos e presentes no carrinho de compras que serão levados à mesa.

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De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10/2), o café solúvel lidera a lista dos dez alimentos que mais subiram de preço nos últimos 12 meses, com alta de 27,46% entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

O principal motivo dessa variação no grupo “alimentação e bebidas” não é atual. Ele está relacionado aos prejuízos registrados na safra brasileira de 2024. Na ocasião, a florada do café, com menor qualidade, produziu menos cerejas (frutos do cafeeiro) e, por consequência, grãos mais defeituosos, analisa Felippe Serigati, pesquisador do Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro). 

 

“A raiz disso é o aumento do preço do grão de café verde após a colheita abaixo do esperado. Tivemos um terceiro trimestre com seca e temperaturas acima da média”.

Além do café moído, a lista da Globo Rural inclui também o solúvel e o cafezinho, além de hortaliças e frutas. Veja abaixo:

1 – Café solúvel 

  • Aumento: 27,46%
  • Motivo: encarecimento do grão de café, a principal matéria-prima do produto. 

2 – Café moído 

  • Aumento: 23,47%
  • Motivo: prejuízos da safra de 2024 por causa do clima. 

3 – Pimentão 

  • Aumento: 22,49%
  • Motivo: condições climáticas adversas, com períodos prolongados de estiagem e episódios de chuva intensa, afetaram as regiões produtoras. 

4 – Manga 

  • Aumento: 15,94%
  • Motivo: eventos climáticos extremos, como ondas de calor e volumes de chuva acima da média. 

5 – Batata-doce 

  • Aumento: 15,67%
  • Motivo: eventos climáticos extremos causaram prejuízos nas lavouras, reduzindo a oferta e pressionando os preços para cima. 

6 – Mamão 

  • Aumento: 15,01%
  • Motivo: menor oferta de frutas de qualidade nas praças capixabas e baianas, o que aumentou os ganhos dos produtores que tinham mamões com padrões mais elevados. 

7 – Mandioca (aipim ou macaxeira) 

  • Aumento: 14,69%
  • Motivo: redução na oferta de raízes provocada pelos prejuízos climáticos e o baixo interesse de produtores no cultivo do alimento. 

8 – Cafezinho 

  • Aumento: 13,10%
  • Motivo: alta do preço do grão e aumento dos custos de serviços associados ao preparo fora do domicílio. 

9 – Coentro 

  • Aumento: 7,71%
  • Motivo: as chuvas volumosas e persistentes no Sudeste, especialmente em São Paulo, causaram alagamentos e danos físicos diretos às folhosas cultivadas em campo aberto, como o coentro. Além disso, o excesso de umidade no solo favoreceu o surgimento de doenças, inviabilizando a comercialização dos produtos e reduzindo drasticamente a oferta. 

10 – Melão 

  • Aumento: 5,64%
  • Motivo: combinação de calor excessivo e volumes elevados de chuva comprometeram a qualidade da fruta e a logística de transporte.

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