O mercado brasileiro de fertilizantes segue aquecido em 2025. De acordo com a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA), as entregas ao setor agrícola somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro, um crescimento de 2,1% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, até outubro, o volume totalizou 40,94 milhões de toneladas, 8,4% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
Mato Grosso mantém-se como o maior consumidor de fertilizantes do país, com 9,05 milhões de toneladas entregues até outubro, o que representa 22,1% da demanda nacional. O uso expressivo no estado reflete a intensidade das atividades agrícolas, especialmente nas lavouras de soja, milho e algodão.
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Outros estados também apresentaram desempenhos relevantes. O Paraná foi o segundo maior consumidor, com 4,97 milhões de toneladas, seguido por São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões), Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões). Esses dados indicam forte concentração do consumo nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Apesar do avanço nas entregas, a produção nacional de fertilizantes intermediários teve leve retração em outubro. Foram 631 mil toneladas produzidas no mês, queda de 2,2% frente a outubro de 2024. No entanto, no acumulado anual, houve crescimento de 5,7%, com produção de 6,2 milhões de toneladas entre janeiro e outubro.
As importações seguem como principal fonte de abastecimento do país. Em outubro de 2025, o Brasil importou 4,38 milhões de toneladas de fertilizantes, 1,1% abaixo do volume registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado, porém, o saldo é positivo: 35,88 milhões de toneladas importadas, um crescimento de 7,1% em relação a 2024.
O Porto de Paranaguá, no Paraná, permanece como o principal canal de entrada desses produtos. Foram desembarcadas 8,89 milhões de toneladas no terminal até outubro, o que representa um aumento de 5,8% em comparação com o ano anterior. O volume corresponde a 24,8% de todo o fertilizante importado no Brasil, segundo dados do Siacesp/MDIC.
A logística portuária desempenha papel estratégico para a competitividade do agronegócio. O crescimento das importações via Paranaguá mostra a importância da infraestrutura no escoamento e na distribuição eficiente dos insumos até os principais polos agrícolas.
Especialistas avaliam que o cenário favorável ao uso de fertilizantes está diretamente relacionado à busca por maior produtividade e à intensificação das práticas sustentáveis nas lavouras.

















