As exportações brasileiras de amendoim descascado atingiram, em 2025, o maior volume das últimas décadas, segundo informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O total embarcado superou 311 mil toneladas, resultado 37% superior ao registrado em 2024, quando o volume ficou em torno de 227 mil toneladas. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à pasta. Em valor, as exportações também alcançaram o maior patamar em décadas, somando cerca de US$ 367 milhões em 2025, ante US$ 360 milhões em 2024, diferença de 2%.
Entre os produtos, o amendoim descascado e o óleo de amendoim concentram a maior parte da pauta exportadora. Em 2025, a Rússia respondeu por 22% das compras de amendoim descascado, seguida pela China, com 20%, e pela Argélia, com 12%. Os dados indicam que a Rússia manteve a liderança como principal destino, enquanto a China ampliou participação.
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No segmento de óleo de amendoim em bruto, as exportações passaram de 51 mil toneladas em 2024 para 154 mil toneladas em 2025. A China foi responsável por 88% desse volume, movimento associado ao aumento do consumo doméstico de óleo vegetal no país asiático, que é o maior produtor e consumidor mundial de amendoim, com mais de 35% da produção global.
No mercado interno, a safra 2024/25 registrou crescimento superior a 50% na produção de amendoim em casca. O estado de São Paulo concentrou a maior parte da cadeia produtiva. Tupã liderou as exportações de grãos, com 21% do total, seguido por Dumont e Borborema. No segmento de óleos, Catanduva respondeu por 21% dos embarques. Já a área plantada apresentou retração de cerca de 30% em relação à safra anterior, conforme a Câmara Setorial do Amendoim de São Paulo. Para a safra 2025/2026, em fase de colheita no interior paulista, a expectativa está concentrada na produtividade e na qualidade, favorecidas pelas condições climáticas.



















