As exportações brasileiras de café tiveram desempenho mais fraco entre julho e dezembro de 2025, período correspondente à primeira metade da safra 2025/26. Segundo dados analisados pelo Cepea a partir de levantamentos do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 20,6 milhões de sacas de café arábica e robusta — volume 21,3% inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.
O recuo, segundo pesquisadores do Cepea, está ligado principalmente à menor disponibilidade do arábica, que teve oferta mais restrita no semestre. Além disso, as barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos continuam impactando os fluxos de exportação para o tradicional maior mercado consumidor de café brasileiro.
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Apesar da redução nos volumes, a balança comercial do setor apresentou saldo positivo. A receita acumulada no semestre chegou a US$ 8,05 bilhões, um avanço de 11,5% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Esse desempenho foi favorecido pela valorização do dólar e pelos preços internacionais mais firmes, que compensaram parte da queda nos embarques.
A dinâmica dos destinos também se alterou no período. A Alemanha, historicamente entre os principais compradores, passou a liderar o ranking das importações de café brasileiro, superando os Estados Unidos. Foram 3,01 milhões de sacas enviadas ao país europeu — cerca de 951 mil a mais do que o total exportado aos EUA no mesmo intervalo.



















